Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/07/2019

Contra revolta

Em 1904 eclodiu a revolta da vacina na então capital brasileira Rio de Janeiro. Embora as medidas arbitrárias realizadas pelo governo central, que culminou na rebelião, tenham tido efeitos como o controle de epidemias, a obrigatoriedade da vacina foi um marco na saúde pública brasileira. Hoje, entretanto, o que se assiste nas campanhas vacinais é uma queda no número das imunizações, principalmente infantis, muito em decorrência do movimento antivacina.

A priori, nos idos de 1900, o Brasil enfrentava surtos de varíola, patologia com vacina conhecida desde o fim do século XVIII. Apesar da subjugação dos direitos humanos da época, a medida surtiu efeito e os casos da doença diminuíram. Ademais, o Programa Nacional de Imunizações do Brasil, criado na década de 1970, é tido como um dos maiores programas no mundo e foi determinante na redução da mortalidade infantil. Á vista disso, a imunização é uma estratégia eficaz de saúde pública.

Nesse mesmo viés, o Brasil chegou a receber certificação de país livre do sarampo, após anos de campanhas de vacinação. Não obstante, a eclosão dos movimentos antivacinais, como o “antivax”, tornaram os desafios relacionados à imunização atribulados e foi dos fatores para a perda do certificado brasileiro. Por conseguinte, a queda no número de vacinações está atrelada também à desinformação, tal qual a que a vacina pode causar autismo em crianças.

Desse modo, para garantir a vacinação dos brasileiros é primordial o combate à desinformação. Outrossim, o Estado, que é o responsável pela saúde de sua população, deve aumentar os investimentos em publicidade, por meio de peças publicitárias para elucidar os indivíduos quanto as benesses da imunização, para assim desmerecer os grupos antivacinas. Destarte, segundo o filósofo Sêneca “é parte da cura o desejo de ser curado” e assim, a informação é a melhor contra revolta.