Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 13/07/2019
Na letra da canção ¨O Tempo Não Para¨, do compositor Cazuza, é dito ¨Eu vejo o futuro repetir o passado¨. Analogamente, esse trecho pode ser relacionado com a história da vacinação no Brasil, visto que, no início do século XX, ocorreram revoltas populares contra a vacinação obrigatória, sendo a mais memorável a Revolta da Vacina, na cidade do Rio de Janeiro, além de, atualmente, o poder público também enfrentar desafios para imunizar toda sociedade.
Primeiramente, é imprescindível que a vacinação foi e é fundamental no desenvolvimento da humanidade, posto que tal medida reduziu drasticamente a mortalidade da população, como a vacina da varíola, que proporcionou a extinção ativa, ou seja, provocada pelo homem, dessa doença. No entanto, há organizações que ameaçam à saúde mundial, como os movimentos anti-vacinas, os quais promovem passeatas e grupos de debate sobre os prejuízos dessa ação, acusando tais medidas preventivas de causarem autismo e paralisia em diversas crianças, sem ter, entretanto, nenhuma confirmação científica para assegurar esse discurso.
Em segundo lugar, o SUS- Sistema Único de Saúde-, possui várias campanhas de imunização pelo país, como a do famoso ¨Zé Gotinha¨, que alerta sobre a importância da prevenção contra a poliomielite. Todavia, as informações presentes nessas campanhas, por si só, não resolvem o problema , na medida que muitos pais e responsáveis apresentam um comportamento cético no referente à vacinação de si próprios e, principalmente, das crianças, pois esse público possui um pensamento equivocado de que, por várias doenças estarem em processo de extinção, não é mais necessária sua prevenção. Ademais, aproveitando desse cenário, pessoas mal-intencionadas, comandadas por interesses pessoais, produzem ¨Fake News¨ relacionadas à vacinação, com o intuito de prejudicar as campanhas do governo e causar receio na população.
Destarte, urge que o Estado, por meio da educação nas instituições de ensino, desenvolva um senso crítico, nos discentes e docentes, referente à necessidade da imunização preventiva, com o uso de aulas e palestras integradas na grade curricular, que abordem como as vacinas funcionam no organismo, a fim de realizar uma formação concreta acerca da vacinação e, por conseguinte, enfraquecer os movimentos anti-vacinas. Além disso, é cabível ao SUS intensificar as campanhas já existentes, como a do vírus HPV, por intermédio de cartilhas que expliquem a importância dessa prevenção e refutem possíveis boatos que determinadas vacinas possuem, objetivando-se minimizar os efeitos das Fake News e fortalecer a imunização nacional.