Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 17/06/2019
Na Idade Média, com o surto da Peste Bubônica na Europa, cerca de um terço da população faleceu devido a doença. Sendo assim, cidades ficaram lotadas de cadáveres e, devido ao grande número de mortos, a doença se erradicou lentamente. Com a eventual criação da vacina, a humanidade se protegeu de epidemias como a da Peste Negra, porém, o crescimento de movimentos como o Movimento Antivacina mostram a urgência de um debate e da conscientização acerca do tema.
Cabe mencionar, em primeiro plano, que o Movimento Antivacina teve seu crescimento baseando-se em uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet”, em 1998. De acordo com Wakefield, autor da pesquisa, a vacina tríplex estava associada a casos de autismo em crianças. Desse modo, mesmo sendo comprovada como falsa, a pesquisa influenciou pais, que deixaram de levar seus filhos para a vacinação, temendo o autismo. Sendo assim, foi criada uma cultura anti-vacinação, fazendo com que doenças como o sarampo, erradicado a mais de duas décadas, tivessem chances de voltar a infectar a população.
Em segundo plano, além de ter seu artigo refutado, Wakefield perdeu sua licença médica. Dessa forma, o Movimento Antivacina tem suas bases fundamentadas em uma falsidade. Além disso, de acordo com a OMS, a resistência contra a vacinação se classifica como um dos dez maiores impecílios no progresso da saúde mundial, junto com doenças como Ebola.
Conclui-se, portanto, que para combater a não vacinação, medidas são necessárias. Primeiramente, cabe ao Estado, manter e incentivar os atuais meios de vacinação e conscientização, com propagandas e slogans, através da televisão e rádio. Cabe as escolas, por meio de programas e palestras, incentivar a vacinação na infância e na adolescência e os cuidados de saúde e higiene dos aluno, para que assim seja possível o combate de doenças e epidemias de maneira eficiente.