Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/06/2019

A vacinação, desde sua criação, sempre foi um dilema para a sociedade brasileira. Remontando o século XX, a chamada “Reforma da Vacina" - projeto que ansiava dirimir, forçadamente, o número de infectados por doenças endêmicas no Brasil - inaugurou um receio popular perante a essa prática de imunização. Todavia, na atualidade, sabe-se que tal ação, de forma voluntária, é benéfica e necessária para toda a população. Contudo, a divulgação de notícias falsas sobre os efeitos das vacinas acarreta uma calamidade pública de saúde que merece um olhar crítico de enfrentamento.

Nessa conjuntura, o avanço da internet como meio social e, consequentemente, a ampliação de compartilhamentos de notícias falsas, corrobora para que o panorama supracitado se torne cada vez mais preocupante. Acerca disso, é válido reconhecer o discurso do linguista Noam Chomsky, que reverbera sobre a influência negativa que o ciberespaço pode ter na vida das pessoas. Diante disso, é indubitável que a crença em campanhas anti-vacina – que não possuem nenhuma evidência científica – extirpa do cidadão seu direito inalienável da saúde.

Por conseguinte, essas mobilizações contrárias à vacinação já se enquadram no ranking das dez maiores preocupações da Organização Mundial da Saúde – dados do jornal “O Globo". Torna-se , portanto, ponto pacífico que a sociedade aderente a campanhas inverossímeis anti-vacina promove um estado de calamidade no setor de saúde, já que, com a falta de vacinação, o contingente de epidemias e até mesmo pandemias que poderiam ser evitadas por ação de anticorpos acabam retornando ao país tropical. Destarte, é mister que medidas sejam tomadas para mitigar essa problemática. Para tanto, é urgente que o Ministério da Saúde invista em campanhas nas redes sociais, por meio de vídeos curtos feitos por médicos e cientistas, que detalhem a importância da vacinação e confirmem a inverosimilhança dos efeitos colaterais propagados pelas noticias falsas. Dessa forma, é passível de concepção uma “Reforma da Vacina", que não mais utilize a força para ampliar o contingente vacinado, mas sim a própria consciência individual de seu direito e dever de saúde.