Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 06/06/2019

No século XVI, os portugueses chegaram a América e com eles muitas doenças as quais os índios não eram imunes. Atualmente, existe grande avanço científico que permite a erradicação de várias distúrbios, como sarampo e varíola, que antes erradicavam populações inteiras. No entanto, os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros se mostram grandes visto que a cada ano menos pessoas participam das campanhas e isso deve ser revertido.

Primeiramente, existe um ponto que deve ser considerado entre a diminuição de indivíduos imunizados e a ação governamental. O sistema de saúde que oferece as campanhas preventivas deveriam funcionar em instantes diversificados pois só estão abertos em horário comercial. Exemplo disso, são trabalhadores que após seu turno vão até as unidades de saúde e as encontram fechadas e isso pode justificar os dados do Programa Nacional de imunização (PNI) sobre casos de caxumba, sarampo e rubéola que ocorreram entre 2013 e 2015 no Nordeste.Sendo assim, é importante reforçar o quanto a disponibilidade das vacinas interferem no número de pessoas que as tomam.

Ademais, deve-se analisar outro fato entre os desafios para prevenção de doenças e o público que será atingido por elas. Ainda segundo o PNI a diminuição no número de indivíduos imunizados esta ligado a cultura de percepção aos riscos das enfermidades. É possível observar que um adulto ao não vacinar e mesmo assim ficar bem sem o método, pensa que seus filhos também não necessitam de uma dose preventiva, o que aumenta o número de adultos e crianças a contraírem doenças que poderiam ser erradicadas. Desse modo fica claro, o número de pessoas que não participam das campanhas pelo achismo enraizado na sociedade só cresce.

Portanto, é visível que os desafios para que ocorra a vacinação dos brasileiros são grandes, mas podem diminuir. Urge ao Estado, por meio da mídia, investir em campanhas para resgatar a percepção comunitária sobre a importância dos métodos afim de reforçar o quanto é relevante as campanhas atingirem a todos. Cabe também ao municípios se programarem melhor para que as unidades de pronto atendimento possam funcionar 24 horas acolhendo assim todos os que necessitam de horários diferenciados afim de aumentar o número de pessoas protegidas. Assim, as doenças que tanto degradaram a sociedade no passado permaneceram somente lá.