Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/05/2019

A Constituição Federativa de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico, assegura a todos a saúde e o bem-estar. Entretanto, nota-se que, a comoção em prol da imunização ativa no brasil ainda representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar as principais causas e consequências ao tecido social.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de conhecimento cientifico corroborado pela formação do sendo crítico a partir de notícias falsas estejam entre as justificações do impasse. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Jornal Correio Braziliense, 40% dos brasileiros compartilham frequentemente nas redes sociais, boatos sem qualquer tipo de fundamentação contra campanhas de vacinação e seus ‘‘prejudiciais efeitos’’. Diante disso, enquanto se mantiver a formação de opinião baseada em falacias, a sociedade terá que conviver com risco de adquirir doenças nocivas à saúde.

Ademais, cabe ressaltar que a não vacinação contribui diretamente com o retorno de endemias já erradicadas. Na década de 1980, o país passou por um surto de sarampo infantil - com alto índice de mortalidade - em que a comoção a favor da vacinação foi fundamental ao combate. Apesar disso, a sociedade, infelizmente, pouco assimilou a partir desse acontecimento, visto que, segundo o portal de notícias G1, de nove vacinas prioritárias do calendário infantil, nenhuma atingiu a meta de 95% do público-alvo, como recomendado pela OMS.

Torna-se evidente, portanto, que a cultura anti-vacinação deve ser revertida, por isso medidas cabíveis devem ser implementadas. Sob esse viés, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia - grande formadora de opinião - veicule em horário nobre, ficções engajadas nas quais abordem os malefícios que a falta de precaução ocasiona, além de desmistificar com ajuda de profissionais da saúde, os mitos e mentiras sobre essa prevenção. Espera-se, com isso, um maior consentimento da população a favor a vacinação coletiva e a perpetuação de um senso crítico baseado em fatos concretos. Para que assim, o direito ao bem-estar e a saúde sejam assegurados com prevê a constituição.