Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/05/2019
No Rio de Janeiro, no início do século XX, a situação da cidade era precária com a falta de saneamento básico. A ação do governo foi colocar em prática melhores condições sanitárias, sendo que uma delas foi a campanha de vacinação obrigatória. No entanto, ela causou revoltas populares, principalmente, porque as pessoas não conheciam a vacina e tinham medo dos seus efeitos. Recentemente, essa realidade está presente no Brasil, por meio de pessoas que fazem campanhas contra a vacinação e de pesquisas fraudulentas. Por isso, são necessárias ações para que essas atitudes não prejudiquem a garantia de vacinação no país.
Primeiramente, a importância da vacinação vai muito além da prevenção individual. Isso porque programas de imunização só funcionam para a saúde pública, quando cobrem grande parte da população. Contudo, muitas doenças que haviam sido erradicadas do país, como sarampo e poliomielite, voltaram a aparecer devido ao movimento antivacina. Esse fato é consequência da ação de alguns pais que rejeitam a vacinação, alegando efeitos colaterais e liberdade de escolha. Como resultado, a Unicef emitiu um alerta sobre aumento de casos de sarampo no Brasil, devido a baixa cobertura vacinal.
Ademais, a falta de informação, juntamente com as notícias falsas, impele brasileiros a não vacinarem seus filhos. O desconhecimento acerca das características e necessidades da prevenção contra doenças provoca na sociedade possibilidades de mitos que, por consequência, gera a insegurança e preconceito contra a imunização. Segundo a chefe de estratégia da Organização Mundial da Saúde, na qual ela expõe que as “fake news” são uns dos aspectos que podem explicar a baixa prevenção dos brasileiros e que a maior parte da desinformação acontece por meio das redes sociais ( portal G1).
Portanto, a prevenção realizada pela vacinação deve ser cumprida, por meio da consciência coletiva para a relevância da saúde pública. Cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para evitar a formação de equívocos no senso comum, dos estereótipos e das construções da imagem negativa da vacinação. Além disso, o Judiciário pode penalizar pais ou responsáveis que infringirem o Estatuto da Criança e do Adolescente, quando negligenciarem o ato de vacinação. Assim, terá uma população de fato imunizada.