Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 18/05/2019
A peste bubônica foi um doença viral que, durante a idade média, exterminou mais da metade da população europeia do período, aproximadamente 50 milhões de pessoas. Felizmente, com os avanços científicos foi possível a criação de vacinas - medicamento que previne várias doenças mortais - e, por conseguinte, muitas dessas enfermidades foram praticamente erradicadas. Contudo, hoje, elas voltam a aparecer na sociedade como resultado da distribuição ineficiente, de disputas ideológicas e da disseminação de notícias falsas. Dessa maneira, esse assunto torna-se um problema endêmico que necessita de tratamento.
É valido considerar, antes de tudo, a propagação de fake news no cenário brasileiro e mundial. O desenvolvimento tecnológico ao mesmo tempo que facilitou o acesso a informação principalmente com o advento da internet dificultou o controle sobre a veracidade das notícias. Desse modo, no caso brasileiro, uma onda de ideias conservadoras apoiadas em uma pseudociência e em teorias da conspiração questiona assuntos de fundamental importância para a sociedade, como a vacinação, com a finalidade de angariar votos e por as pessoas contra o governo. Com isso, doenças como a varíola que já era considerada extinta no Brasil, em 2019, volta a ser um problema para o estado.
Cabe apontar também os investimentos insuficientes para a garantia da vacinação para todos. Esse fato pode ser observado em casos como o do Rio Grande do Sul, estado que sofreu com a falta de vacinas contra a meningite, em 2018, noticiado pelo jornal O Globo. Com isso, assim como demonstra Michel Foucault em seu livro “Vigiar e Punir”, assim como o governo exerce um relação de poder sobre a população, essa retribuiu exercendo poder sobre o estado. Sendo assim, a baixa de investimentos é fruto da falta de informações promovida por fake news que torna diminui o poder de vigilância do povo e, por conseguinte, a pressão sobre os que governam.
Fica claro, portanto, a necessidade de um profilaxia para essa problemática. Desse modo, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve, com auxílio de especialistas na área da saúde, criar um site para a divulgação de informações confiáveis sobre como é o funcionamento da vacinação e uma área para desmentir informações falsas, como a ligação da vacina com o autismo. Para que assim, a vacinação seja levada a sério e incentivada pelos membros da sociedade. Ademais, o Ministério da Inteligência e da Segurança Nacional deve criar um grupo para fiscalizar a propagação de fake news, punindo de forma severa os que forem pegos. Feito isso, a sociedade brasileira poderá se proteger contra as doenças que já causaram muitos males ao mundo.