Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/05/2019

A vacinação obrigatória contra a varíola, na cidade do Rio de Janeiro, gerou extrema revolta na população de 1904. Porque não foi explicada a importância, apenas se tomou uma medida invasiva, que permitia soldados entrarem em casas e fazer a aplicação forçada. No Brasil hodierno, e na antiga capital do país, a saúde é garantida de forma pacífica, embora haja impasses para assegurar a proteção de todos os cidadãos contra os agentes patogênicos.

A priori, é valido ressaltar que a vacinação é um método eficiente contra as doenças, principalmente as que acometem crianças. Contudo, houve uma redução em 2016 das vacinas de poliomielite aplicadas, o número caiu de 90% para menos de 84%. Essa decaída é atribuída aos pais que se recusam a vacinar os filhos por medo de, invés de serem imunizados, adquirirem a patogenia.

Ademais, o Ministério da Saúde investiu mais R$ 31,9 milhões de reais, até junho de 2018, em vacinas e recursos para as campanhas mais atrativas ao público infantil e os pais — uso de personagens consagrados e o Zé Gotinha, criado para demonstrar que o combate a poliomielite é rápido e indolor. Há uma atenção especial para as crianças menores de cinco anos, por representarem um grupo que não têm defesas imunológicas fortes. Nesse âmbito, foram criados diversos mecanismos para conferir que fiquem longe de doenças antigas, mas letais — como sarampo, caxumba e rubéola, que podem ser evitadas com a “tríplice viral”.

Sendo assim, fica evidente a necessidade de convencer os pais a mudar sua opinião e promover a imunologia das crianças. Diferentemente da ação tomada em 1904, cabe ao Ministério da Saúde conscientizar os progenitores através de informações e dados, nas campanhas, que comprovem a eficácia das vacinas. Por conseguinte, deverá ser mantida em dia a Caderneta de Saúde de Criança a fim de que produzam anticorpos e garantir a segurança contra os agentes patogênicos.