Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 09/05/2019

Em 1904, o governo brasileiro decretou a lei da vacinação obrigatória no país, desencadeando a chamada Revolta da Vacina, movimento contra a nova lei colocada em prática pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Paralelamente a isso, grande parcela dos pais, hodiernamente, têm mostrado uma grande resistência à vacinação de seus filhos, uma vez que, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), o número de casos de mortes por doenças que podem ser evitadas com a vacina cresceu de maneira significativa.

Em primeiro plano, é válido salientar que o medo dos efeitos colaterais causadas pela vacinação é um dos motivos que faz um pai não imunizar o seu filho. Isso denota, na maioria das vezes, a falta de conhecimento das consequências que uma pessoa pode ter ao contrair uma doença que, em alguns casos, pode ser fatal. Como consequência, uma pessoa portadora de uma doença facilmente transmissível pode infectar outros indivíduos, que por suas vezes podem contaminar outra parcela, constituindo, assim, uma endemia. Desse modo, percebe-se um anexo entre a sociedade e um indivíduo, confirmando a Teoria da Coesão Social de Émile Durkheim, o qual diz que “a sociedade é um todo integrado”.

Além disso,  há de se destacar que muitas vezes, por não ter mais notícia e pensar que ela não circula mais o local, o pai não ver necessidade de vacinar a criança. Nesse sentido, se contrapor a esse ato é considerado crime, pois essa negligência pode afligir a integridade de uma criança. Isso explica o fato de antes da Revolução Científica, quando não tinha as vacinas e tratamentos para muitas doenças, a expectativa de vida era menor.

Destarte, são perceptíveis os fatores que corroboram as dificuldades de promover a adesão das pessoas às campanhas da vacinação no Brasil. Nessa perspectiva, a atuação do Ministério da Saúde é imprescindível a esse quadro. É preciso que a citada esfera pública promova projetos e propagandas esclarecendo os objetivos e os benefícios da vacina, mediante aulas gratúitas com profissionais da saúde em redes sociais e nas emissoras de televisão, com o intuito de levar ao cidadão o conhecimento necessário  para que ele possa participar e disseminar as campanhas de imunização.