Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/04/2019

A Revolta da Vacina, foi uma reação populacional no ano de 1904, contra a campanha de vacinação da febre amarela do médico Oswald Cruz. Graças as medidas de modernização da cidade do Rio de Janeiro e a falta de informação, muitos pensaram que era uma de se livrar dos pobres. Mais de um século se passou, porém, hodiernamente, mesmo após os resultados históricos da vacinação, existem pessoas que insistem nas mesmas idéias, resultando no reaparecimento de doenças já erradicadas.

A priori, o problema não é pela ineficiência, mas a disseminação do senso comum pela internet. Ao contrário das crenças, a Organização Pan-Americana da Saúde indicou o Brasil como uma referência na área, com o Instituto Fio Cruz como principal responsável, somado a um grande investimento governamental. Entretanto, observou-se com a massificação do acesso à internet e a popularização das teorias da conspiração uma crescente queda dos adeptos a vacinação, sinalizada em uma pesquisa da BBC que indica a cobertura abaixo da meta nacional no ano de 2016.

Por conseguinte, já é possível ver o reaparecimento de doenças antes erradicadas como principal consequência. Um exemplo disso foi observado no fim do ano de 2017 e inicio de 2018, o qual nosso país quase viveu uma nova epidemia de febre amarela, problema desconhecido desde 1942, ano de erradicação da doença. Segundo dados veiculados na revista FAPESP, o ano de 2017 foi marco da maior queda percentual da imunização em crianças, suscitando a urgência e risco do assunto.

Infere-se, que a situação da imunização no brasil está caótica, portanto medidas são necessárias para o impasse. O Ministério da Saúde deve convocar a atuação dos médicos pediatras, infectologistas, atuantes do SUS na campanha, indicando, cobrando a vacinação, conversando sobre a importância dela, principalmente nas crianças, e desmentindo qualquer informação disseminada na internet, assim resguardando a saúde populacional. Dessa Forma, diferente da Reforma da Vacina, por meio do diálogo se alcance medidas mais práticas e sem o uso da violência.