Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 03/06/2019
No século XVIII, o médico britânico Jenner criou a primeira vacina e evitou mais de quatrocentas mil mortes por varíola. Desde então, com o avanço da ciência, felizmente, foram descobertas vacinas para diversas doenças, levando a erradicação das mesmas, como a poliomielite. Contudo, uma corrente anti-vacina preocupa a Organização mundial da Saúde (OMS), pelo risco iminente do retorno de doenças eliminadas desde o século XX.
Nesse contexto, é necessário expor quais motivos levam ao aumento dessa corrente, que acarretou na diminuição da cobertura vacinal no Brasil. É possível pensar, por exemplo, na difusão da medicina homeopática, que evita a utilização de remédios e baseia-se na tradicional medicina chinesa. Outro fator, é a facilidade de difundir notícias falsas na internet e a exorbitante proporção que essas informações possuem. Um caso exemplar foi a difusão de dados falsos que apontam que vacinas contém metais pesados em sua constituição e, por isso, causam autismo em crianças.
Todavia, as vacinas são sinônimo de prolongamento e qualidade de vida , e também de deboche contra a seleção natural proposta por Darwin. Isso ocorre, pois, a vacina é uma forma de imunização ativa, que sensibiliza as células de defesa do indivíduo e cria um sistema de defesa prévio evitando o óbito; mas não possui, de forma alguma, metais em sua composição. Além disso, no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê como crime pais que se recusam a vacinar seus filhos, o que, a propósito, é feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Portanto, para evitar o ressurgimento de doenças anteriormente erradicadas no Brasil, é preciso que o Governo Federal e o Ministério da Saúde intensifiquem os investimentos em vacinas e em propagandas informativas para a sociedade. Isso é essencial para que fake news não desestruturem o sistema de saúde do país e, também, para que a informação chegue a todas as faixas etárias, independentemente da situação social, para tornar o conhecimento multidirecional e a cobertura vacinal brasileira a maior, e melhor, possível.