Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/04/2019

O documentário “A vacina que mudou o mundo” relata a difícil batalha contra a epidemia de poliomielite que perseguia e aterrorizava as crianças na década de 50.No entanto,apesar dos avanços na área da saúde,inúmeras doenças voltaram a assombrar famílias brasileiras,já que pela falta de informação muitos indivíduos estão deixando de se vacinar.Nesse âmbito,é notável perceber que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.Com isso,dois aspectos são relevantes: a falta de dados verdadeiros sobre a imunização em parceria com a precária infraestrutura dos postos de saúde públicos.

Em primeira análise,quando o sanitarista Oswaldo Cruz tornou a vacina obrigatória acabou gerando uma grande revolta na população,devido a falta de informações concretas sobre essa forma de proteção.Com isso crenças de todos os tipos atrelado ao relaxamento quanto ao risco de não se imunizar está afetando a população atual,principalmente as camadas mais vulneráveis.Já que há um grande descaso dos gestores impostos a saúde causando desconfiança nesses indivíduos que acabam acreditando em boatos falsos sobre possíveis contraindicações da imunização preventiva.E,consequentemente,sem o engajamento de todas as classes sociais há risco de enfermidades erradicadas voltarem a aparecer.Em conformidade com o Ministério da saúde,312 cidades estão com menos de 50% da cobertura vacinal contra a poliomielite,sendo que o ideal seria 95%.

Ademais,apesar da Carta Magna de 1988 garantir o direito a saúde,a falta de uma estrutura adequada nos postos de saúde públicos compromete a eficácia da imunização em escala nacional.Isso acontece porque a má gestão dos recursos públicos e a corrupção comprometem a qualidade dos serviços prestados,dificultando o acesso da população à vacinação e criando paradigmas acerca da prevenção.De acordo com O Globo Sociedade,a falta de salas exclusivas para o procedimento conforme determinam as normas sanitárias atinge 34,9% das cidades,juntamente,com o desabastecimento que atrapalha metas de proteção contra doenças graves.

Dessa forma,o Governo em parceria com o Ministério da educação devem continuar a investir em campanhas midiáticas mais eficazes sobre doenças que estão voltando no país.No contexto educacional,o MEC deve auxiliar na formação dos jovens com discernimento sobre a importância da imunização e desenvolvam a capacidade crítica para que entendam a eficácia da vacinação.Além disso,o Governo deve desenvolver locais específicos para a imunização dos indivíduos com o intuito de passar segurança e confiança a eles e promover uma sociedade mais justa.