Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 22/04/2019
No Brasil, em outubro de 2018, cerca de 2000 casos de Sarampo foram registrados no país. Levando em consideração esse fato, vale ressaltar que em 2015, a OMS declarou a erradicação do Sarampo no país. Embora o fim dessa doença tenha sido declarada, as aparições dessa e de outras enfermidades voltaram por conta do, desleixo dos pais e por grupos antivacinas, que estão se posicionando contra a qualquer meio de vacinação proposto pelo governo.
Em primeira análise, de acordo com a OMS, em 2016, a taxa de vacinação foi a pior dos últimos 12 anos. Isso tudo por conta de pais que negam-se a vacinar os filhos, pois, usam como pretexto que a vacina deixa sequelas nas crianças. Em virtude disso, doenças como - sarampo e catapora - estão voltando a atacar crianças, deixando-as vulneráveis e levando-as à morte. Inquestionavelmente, a OMS declarou em 2018, mais de 10 mortes de crianças por sarampo, que foram negadas a passarem pelo processo de vacinação.
Em segunda análise, o Brasil está sofrendo com grupos professando religiosamente contra a vacinação. Mediante o exposto, vale salientar que, quando uma parte da população não é vacinada, criam-se grupos de pessoas suscetíveis, que possibilitam a circulação de agentes infecciosos. Além disso, é válido frisar que, no Artigo 196 da Constituição Federal, é dito que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantir através de políticas sociais, visar à redução do risco de doenças no país. Por essas e outros, a vacinação é algo maior que uma escolha pessoal. Isso se torna um problema público. Fica evidente que essa realidade precisa ser mudada. É necessário a atuação do Governo através de propagandas e campanhas, para mostrar a realidade quando uma população não é vacinada, com a finalidade de expor os males causados e sensibilizar a população, inclusive, os pais, para incentivá-los a sempre vacinarem os filhos. Junto à isso, é necessário através de órgãos midiáticos - como jornais e rádios, por exemplo - a desmistificação que qualquer vacina é responsável por sequelas nas crianças, através de campanhas de vacinação, com o intuito de barrar as pessoas que usam esse argumento para não vacinarem as crianças.