Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 13/04/2019

A medicina, ao longo de toda a sua história, trouxe inúmeras possibilidades de prevenção de doenças, e as vacinas foram relevantes nesse processo. Entretanto, apesar dos esforços governamentais e das campanhas, a cobertura de vacinação caiu significativamente e isso deve-se a fatores sociais como a falta de informação e a recusa dos pais em imunizar os filhos.

Em primeira análise, o ecologista Al Gore afirmava que o ser humano confunde o sem precedentes com o improvável. Dessa forma, percebe-se que pela falta de informação sobre as doenças que foram erradicadas há muitos anos, os indivíduos acreditam na impossibilidade do retorno e de uma possível contaminação. Logo, a vacinação torna-se desnecessária do ponto de vista de quem é descrente e desinformado em relação a sua importância e eficácia.

Em segundo lugar, de acordo com o jornal O Globo, desde 2015 há uma queda na cobertura vacinal e isso mostra que a população está indo de encontro ao empenho da esfera pública de saúde. Surpreendentemente, tal fato pode ser relacionado ao movimento anti-vacina que tomou proporções mundiais após a revista “The Lancet” afirmar que a vacina Triplex causava autismo. Por consequência, como boa parte dos pais usam as redes sociais como fonte de informação, o problema se agravou e as famílias passaram a não imunizar mais os filhos.

Em suma, a vacinação tem se tornado um problema de saúde pública em virtude da baixa abrangência. Portanto, cabe a escola promover reuniões mensais com pais e médicos para passar informações e sanar dúvidas sobre o processo de imunização. Além disso, os meios de comunicação podem intensificar a abordagem desse assunto por meio de manchete em jornais, filmes e novelas, a fim de que a vacinação seja efetiva e generalizada.