Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/04/2019

Recentemente, no ano de 2018, houve um grave surto de febre amarela no Brasil, afetando grande parte da população e até mesmo deixando diversas pessoas mortas por conta da doença. Por conta desse evento, o governo distribuiu e orientou para que todos tomassem, gratuitamente, a vacina contra a febre em alguns postos de saúde, com o objetivo de evitar que a enfermidade se espalhasse ainda mais. Contudo, algumas pessoas se recusaram a fazer uso da vacina por conta de superstições e de informações falsas, que afirmavam que a aplicação de vacinas poderia causar problemas de saúde e até mesmo mentais e, dessa forma, muitas pessoas permaneceram desprotegidas contra o vírus. Portanto, é possível concluir que há, ainda hoje, há muita desinformação, por parte da população, assim como falta de conscientização do governo a respeito da importância e da segurança da aplicação de vacinas, assim como uma falta de qualidade do serviço público de saúde.

Primeiramente, é importante ressaltar que, quando se observa a grande parcela da população infantil que não foi vacinada contra doenças como o sarampo, aproximadamente 84%, segundo o Ministério da Saúde, torna-se evidente como a ignorância de pais a respeito desse tema é um assunto muito grave, já que coloca em risco a vida de diversas pessoas, sobretudo crianças, que são dependentes de seus pais para a vacinação. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para que as informações corretas alcancem todas as camadas sociais, evitando assim superstições e negligências nesse âmbito, principalmente nas parcelas mais marginalizadas da sociedade, as quais, geralmente, possuem menos conhecimento ainda dos riscos de permanecer desprotegido.

Por outro lado, por toda a internet espalharam-se boatos, os quais afirmavam que a aplicação de vacinas poderia causar muitos prejuízos à saúde de quem as tomar, sendo uma delas citada o autismo. Contudo, tais afirmações revelam-se errôneas quando se observa que não há qualquer tipo de evidência científica que as confirme, mas sim há estudos que reforçam a importância de vacinas, que preparam corpos humanos para receber doenças e, logo em seguida, livrar-se delas através dos anticorpos injetados. Sendo assim, é falsa a crença de que vacinas podem causar qualquer tipo de efeito colateral negativo e persistente.

Tendo isso em vista, é que o governo, juntamente do Ministério da Saúde deve promover palestras de conscientização a respeito dos efeitos de vacinas para a saúde da população, com a ajuda de profissionais da área da saúde, a fim de fazer com que uma maior parcela da população passe a tomar vacinas de maneira adequada e assim, potencialmente, extinguindo doenças atuais graves.