Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 12/04/2019

No início do século XX, o estado do Rio de Janeiro estava sofrendo com diversas epidemias, assim, ocorreu a implementação da campanha da vacina obrigatória, mas pela falta de conhecimento sobre a vacina a população não estava se vacinando e então, foi autorizada a vacinação forçada, culminando na chamada Revolta da Vacina. Nesse contexto, é possível afirmar que, hodiernamente, ainda há desafios para garantir a vacinação da população brasileira não só pela falta de informação da população, mas também pela ineficiência do Estado.

A princípio, evidencia-se que os benefícios da vacina não são conhecidos por toda a sociedade brasileira, principalmente pela população mais pobre, que correm mais ricos de serem contaminadas, pelo fato das péssimas condições em que vivem. Por conseguinte, as crianças não estão sendo vacinadas por causa da falta de conhecimento dos pais, dessa forma segundo especialistas do BBC News Brasil, pais que deixam de levar os filhos para vacinação correm o risco de serem processados por negligência. Percebe-se, portanto, como nociva a compreensão de que a falta de comunicação nessas comunidades mais carentes afeta a desinformação das pessoas, como também ajuda no retorno e epidemias, como o sarampo e a poliomelite.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a afirmação do filósofo Émile Durkheim, ditando que a sociedade é um corpo biológico, onde as partes devem interagir para garantir igualdade e coesão. Destarte, apesar da sociedade brasileira ter pleno direito de vacinação o Estado ainda permanece com formas insuficientes para a disponibilização de vacinas para toda a população, assim, causando uma desigualdade social. Além disso, os cortes orçamentais na saúde prejudica a produção e o envio de vacinas para toda a população, afetando precipuamente as regiões mais carentes. Em síntese, é inadmissível que o Estado permaneça com tais atitudes e possa colocar em prática os conhecimentos de Durkheim.

Por esse prisma, urgem ações do governo para garantir a eficácia da vacinação na população brasileira, sem que haja uma nova Revolução da Vacina. Ademais, compete ao Ministério da Saúde criar campanhas de vacinação nas regiões mais carentes por meio de mutirões com profissionais da saúde, como também a distribuição de panfletos nos hospitais e postos de saúde, com o fito de levar conhecimento sobre a importância da vacinação. Por fim, ainda compete ao Ministério da Saúde ampliar as vacinações por meio do aumento da fabricação de vacinas e a distribuição em todos os estados nacionais, mesmo aqueles que não possuem áreas de riscos. Sendo assim, todas as partes iriam interagir para formação de um Estado com igualdade e coesão.