Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/04/2019
Desde a criação do Programa Nacional de Imunização (PNI), em 1973, projeto que oferece vacinas gratuitamente à comunidade, é notória a ampliação da vacinação no Brasil. No entanto, a baixa cobertura vacinal e o enfraquecimento das campanhas públicas apresentam-se como desafios para a consolidação dessa prática entre os brasileiros. Logo, urgem ações engajadas dos agentes adequados, com o escopo de superar essa adversa conjuntura.
Efetivamente, a limitada cobertura vacinal corrobora a escassa imunização dos brasileiros. Nessa perspectiva, observa-se a alarmante crise econômica no país como fator que possibilita a redução de investimentos na área da saúde, sobretudo, no que tange à reposição de vacinas nos postos. Essa situação, além de restringir, muitas vezes, os grupos que podem ser vacinados pelo âmbito público, diminui a quantidade de horários e de profissionais disponíveis para o atendimento popular, o que prejudica a maior parte da sociedade, trabalhadores em jornada dupla, e que inviabiliza a efetivação de direitos civis de acesso à saúde.
Outrossim, ressalta-se que as campanhas governamentais acerca da temática, antes protagonizadas com sucesso pelo personagem Zé gotinha, por exemplo, encontram-se enfraquecidas. Em contrapartida, diante dessa baixa mobilização social, verifica-se a ampliação do movimento antivacina, decorrente, principalmente, da dúvida quanto à segurança da imunização e da sensação popular de não existência da doença viral. Esse cenário, contribui para o retorno de enfermidades, como o sarampo, registrada no total de 995 casos, em 2018, segundo a Organização Mundial de Saúde, configurando um caótico quadro de saúde pública e de negligência política.
Destarte, é essencial superar esses impasses na garantia da vacinação dos cidadãos. Para tanto, é impreterível que o Estado, importante órgão regulador da sociedade, mediante o redirecionamento de mais verbas para a esfera da saúde e a utilização frequente das mídias de amplo alcance, priorize a distribuição de vacinas nos postos e realize mais campanhas de incentivo à imunização, a fim de assegurar essa ação preventiva entre os brasileiros e de otimizar programas vacinais, como o PNI. Concomitantemente, é imprescindível que as ONGs, por meio de palestras periódicas, fomentem a necessidade de vacinas para a prevenção de doenças e do retorno daquelas já controladas, com fito de modificar a mentalidade das pessoas acerca da tendência ao movimento antivacina e, assim, efetivar a realização da imunização no país.