Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 02/04/2019

Vacinação: direito e dever

No século XVIII, o médico inglês Edward Jenner, por meio de uma análise do vírus da varíola em animais e seres humanos, constituiu um estudo que, como efeito, proporcionou a criação das vacinas. Eventualmente, graças ao avanço do meio medicinal, tal patologia tornou-se a doença erradicada inaugural, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Desta forma, tem-se conhecimento de que a vacinação é a maior prevenção da maioria das doenças. Todavia, impasses à imunização são diversos, visto que, principalmente a geração mais recente, não tem conhecimento e contato com as doenças erradicadas, por exemplo, e a repercussão de Fake News e o alto índice de conservadorismo impedem a cobertura vacinal.

Além disso, de maneira análoga à Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, em que, por falta de informação, os cariocas revoltaram-se à campanha obrigatória de vacinação contra a varíola, o desconhecimento dos casos das doenças e sua existência, levam a ressurgir ocorrências. A mais recente geração de pais, por não verem nenhuma criança ou adulto com poliomielite, por exemplo, doença controlada desde 1990, faz com que a cobertura vacinal esteja abaixo de 50% em crianças menores de um ano, que decorre no acontecimento de 8 casos em 2018, de acordo com a OMS.

Outrossim, a divulgação de informações falsas também atrapalham fortemente o controle de diversas enfermidades. Muitos sites, não confiáveis, difundem a ideia de que, por exemplo, as vacinas são mortais e um risco à saúde, situação que leva mais de 15 mil pessoas a grassarem as notícias falsas, conforme o Correio Braziliense, e fazer com que a estimativa da cobertura vacinal em 2020 seja de 76%, sendo 19% menor do indicado pela OMS. Ademais, o tradicionalismo leva a população a gerar pensamentos como o de que a vacinação contra HPV (previne câncer de colo de útero) incentiva a iniciação da sexual da menina.

Indubitavelmente, desafios para a vacinação da nação brasileira vêm alarmando cada vez mais. Com isso, o Estatuto da Criança e do Adolescente, juntamente da Justiça Federal, devem desenvolver uma lei que haja a punição aos responsáveis que recusarem a vacinar as crianças. Além do mais, com apoio do Ministério da Saúde e Educação, a extensão de horários nos postos de saúde e a imunização nos colégios facilitariam o controle dos opositores e aumentaria a cobertura vacinal. Por outro lado, a mídia, por meio das redes sociais e televisão, com auxílio de formadores de opinião, deveria intensificar a divulgação sobre a importância de vacinar e apresentação das ideias sem nexo, reduzindo assim as Fake News e pensamentos conservadores.