Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 20/03/2019
A globalização conectou as sociedades, trazendo-lhes avanços em diversos âmbitos, como na saúde. Prova disso é a dispersão de vacinas pelo mundo, o que garantiu imunizações em massa. No entanto, a sociedade brasileira mostra-se paralela a esse processo de vacinação, já que diversos são os desafios para garanti-lo à população. Nesse cenário, é mister analisar os movimentos aversos à vacina e o descaso estatal à questão.
No início do século XX, eclodiu, no Brasil, a Revolta da Vacina. Nela, seus protestantes, motivados pelo medo e falta de informação sobre a vacinação e sua importância, lutaram pelo fim da sua obrigatoriedade. Atualmente, a conjuntura é análoga, tendo em vista a profusão, nas redes sociais, de boatos que caracterizam a vacina como nociva. Por conseguinte, assim como na Revolta, vê-se ondas de medo eclodirem, assim como movimentos contra essa imunização. Tal situação é fator que implica na dificuldade de vacinação da população brasileira.
É importante destacar, também, que o descaso estatal em relação a muitas cidades brasileiras é um desafio para garantir a vacinação da população. Em “Um ensaio sobre a cegueira”, José Saramago busca evidenciar que quando o Estado mostra-se negligente perante crises, a população é vitimada pelo caos social. De fato, essa negligência projeta-se em diversas cidades brasileiras, as quais não possuem, devido a ela, estruturas suficientes, como seringas e enfermeira, para vacinar suas comunidades. Assim, a ausência de vacinação configura-se como o caos.
Desse modo, torna-se evidente a necessidade de mobilizar o Estado e as mídias sociais para alterar o cenário vigente. Nesse sentido, o Ministério da Educação e Cultura deve, em parceria com mídias sociais - como o Facebook-, divulgar informações que conscientizem a população da importância da vacinação, assim como desmentir boatos, de modo a estimular a imunização em massa. O governo deve, também, movimentar maior capital para cidades em condições de saúde precárias, garantindo, assim, infraestrutura eficientes e melhores nesse âmbito.