Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/03/2019

Com frequência, as notícias falsas que são compartilhadas nos grupos do Facebook e do Whatsapp são comentadas e discutidas pelos usuários dessas redes sociais. E quando um dos assuntos é a vacinação, nota-se o aumento de teorias conspiratórias contra as vacinas, alegando que essas estão associadas com o surgimento de outras patologias, além de despertar nos pais a incredulidade neste método que atua no combate aos microrganismos que ameaçam a saúde humana. Desta forma, é preciso adotar estratégias eficazes que combatam a propagação de injúrias contra esta importante metodologia aplicada na imunização do povo brasileiro, principalmente as crianças.

Para isso, atribuem-se diversas causas que permitem a propagação de informações dissimuladas a respeito das vacinas. Uma delas é a internet, porque cedeu voz aos ignorantes, garantiu anonimato e ampliou a velocidade de repasse da mensagem. De modo que, a população brasileira se torna suscetível a contrair patologias por não adotar critérios que garantam sua imunização e por acreditar mais nos malefícios fictícios da vacina, como, por exemplo, ocasionar autismo ou microcefalia em crianças, em detrimento da força letal e real de uma doença, como a da gripe influenza.

Concomitantemente, outras causas são responsáveis pelo declínio no número de crianças imunizadas no país. Destaca-se, entre elas, a negligência dos pais que hoje estão a maior parte do tempo ausentes do lar e das salas de vacina, existindo ainda alguns que optam por uma ideologia mais naturalista em querer incentivar somente uma boa alimentação para a produção de anticorpos em seus filhos. Todavia, é importante frisar que a vacina não é uma questão de opinião, ela é um direito da criança, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma vez permitida a imunidade ao infante, automaticamente a proteção ocorrerá para os que estão no entorno dele, evitando doenças como sarampo e poliomielite, garantindo assim a saúde coletiva.

Portanto é possível inferir que a vacina é uma importante prevenção contra doenças, e que qualquer ação contrária à sua aplicação deve ser fortemente combatida. Nesse sentido, é necessário que o Poder Legislativo elabore normas punitivas para os indivíduos que propagam notícias que desabonam a credibilidade das campanhas de vacinação, a fim de inibir essa prática. Além disso, os Institutos de Pesquisas, como o Adolfo Lutz e o Butantan, em conjunto com as ONGs, podem atuar em palestras e visitas técnicas para aproximar a sociedade civil de suas pesquisas com o intuito de quebrar preconceitos e divulgar a importância da ciência para a saúde do país. Por fim, estas ações garantirão as vitórias conquistadas no passado e a prevenção contra doenças para as gerações futuras do Brasil.