Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 05/03/2019
Na contemporaneidade,é evidente a situação desafiadora no que tange à vacinação da população brasileira,fato que decorre do amplo alcance de notícias falsas sobre o assunto e da escassez de senso crítico por diversas pessoas, acarretando, assim, um quadro alarmante de doenças que eram consideradas erradicas.Esse panorama aflitivo comprova a necessidade de um esforço conjunto mais arrojado tanto do Estado quanto da sociedade civil para sanar tal problemática.
Com efeito, desde a Revolta da Vacina,durante o governo de Rodrigues Alves, já era possível observar as consequências das fake news, as quais criaram um sentimento de medo na sociedade sobre a vacinação, provocando,então, a necessidade do uso de força física nesses casos.Mais de cem anos depois, ainda é notória a desinformação de muitos grupos sociais brasileiros sobre tal assunto, principalmente os de classes mais baixas,situação que é provocada pela reduzida preocupação governamental quando relacionada ao combate desses boatos e à divulgação ampla de campanhas sobre a seguridade das vacinas, o que ocasionou o aumento de doenças consideradas erradicas pela OMS, como a poliomielite.Tal fato demonstra a urgência de uma solução eficaz por parte do poder publico para amenizar tal adversidade.
Ademais, convém mencionar que,muitas vezes,inúmeras escolas brasileiras se preocupam apenas com o repasse sistemático de conteúdos para vestibulares, as quais,junto à ausência de uma ação mais eficaz por parte da família, são responsáveis pela falha na formação de senso crítico em uma grande parcela de jovens.Essa situação acarreta o fenômeno da pós verdade, a qual decorre da escassez da criticidade ao ler artigos falsos, como pode ser comprovado pela divulgação de um estudo britânico na revista médica Lancet,o qual afirmou erroneamente que a vacinação provocava o autismo,o que propagou medo na população,confirmando,assim, a necessidade de uma atuação mais efetiva dos setores da sociedade civil no que tange à confiabilidade em notícias.
Portanto, cabe ao Governo uma melhor distribuição de verbas para o Ministério da Saúde,mediante uma agenda que visa à ampla propagação de campanhas informativas sobre o processo da vacinação tanto na televisão em horários nobres quanto nas redes sociais,como Facebook e Instagram,com intuito de combater as fake news sobre tal assunto.Paralelamente, cabe às escolas e às famílias, como instituições formadores de opinião, por meio de,respectivamente,seminários ministradas por professores e debates mais recorrentes no âmbito doméstico,promover um senso questionador nos jovens, a fim de colaborar para formação de uma cultura critica e informada.