Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 01/03/2019

Durante a República Velha, no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina teve como uma das suas principais causas a desinformação por parte da população. Em harmonia com os fatos decorrentes da época, percebe-se que até hoje pais se recusam a vacinar seus filhos. Isso, somado ao desabastecimento de vacinas em alguns municípios, vem causando preocupações a todo o país.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2017 o índice de vacinação no Brasil foi o mais baixo nos últimos 16 anos. Isso se deve principalmente ao desconhecimento geral dos benefícios da imunização pela vacina, colocando a vida de algumas crianças em risco por ignorância dos pais. Ademais, a febre de notícias falsas sobre o assunto, que se espalham em mídias sociais, vem confundindo famílias inteiras sobre a eficiência dessa proteção.

Além disso, a falta de postos de vacinação, em áreas remotas e de difícil acesso, vem agravando o problema. Apesar do aumento de investimentos por parte de órgãos governamentais (de R$ 761,1 milhões em 2010 para R$ 4,5 bilhões em 2017), ainda encontram-se regiões cujo abastecimento de vacinas é fraco, deixando grupos inteiros a mercê de doenças.

Desse modo, torna-se evidente a necessidade de atenção a vacinação. Assim, o governo, em conjunto com o Ministério de Educação e a mídia, deve organizar palestras com profissionais da saúde e psicólogos, tanto nas escolas quanto em locais de serviço, a fim de informar pais e filhos sobre o problema. Outrossim, os investimentos por parte do Ministério da Saúde devem aumentar, principalmente nas regiões mais carentes, além de fiscalização constante da carteirinha de vacinação nas escolas, universidades e locais de trabalho. Dessa forma, garante-se transformações na saúde pública, como Oswaldo Cruz foi capaz de fazer no começo do século XX.