Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/03/2019
É incontrovertível que a conjuntura hodierna configura-se globalizada, de modo que o convívio de diferentes sociedades acentuou-se. Entretanto, mesmo sendo um ambiente próprio a trocas culturais, trouxeram grandes problemas em relação ao contágio de novas doenças e retorno de outras. Diante disso, nota-se que o regresso de enfermidades deve-se a dificuldade de vacinação no Brasil, que infelizmente, diante de raízes sociais e políticas acabam se tornando obstáculos para prevenir a saúde pública.
Atualmente, umas das cidades em estado de alerta para a dengue, é o município de Bauru. A situação apresenta-se crítica, e assim com em diversas cidades, o aumento da proliferação dessas doenças deve-se, principalmente, pelo movimento dos pais antivacinação de seus filhos e de si mesmos, tornando-se propícios a infecções. Um dos motivos para o crescimento do movimento deve-se ao aumento da vinculação de fakes news nas redes sociais,como por exemplo, de algumas vacinas que causariam autismo. Contudo, mesmo que especialistas desmintam essas notícias, elas continuam a circular pela população como verídicas, dificultando, lamentavelmente, a vacinação no país.
Outro aspecto, além do movimento de antivacinação que não deixa de ser uma forma prejudicial para prevenção da saúde da população, a falta de uma eficiente gestão governamental para abastecer postos de saúde com as vacinas essenciais é um dos outros impasses encontrados. Pais que levam seus filhos para serem vacinados são desprovidos do direito previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, pois em casos recomendados pelas autoridades sanitárias é obrigatória a vacinação, de forma à proteger a saúde e vida dos jovens.
Logo, a sociedade precisa ser informada sobre os benefícios e os malefícios da vacinação, pois, diante dos movimentos antivacinação, é indubitável que ela entenda que o caso trata-se de saúde pública e a não vacinação torna a regressão de doenças, além do qual, o contato de diferentes povos provém o contágio de novas patologias, se não devidamente imunizadas. Portanto, é fato que associações midiáticas e o Ministério da Saúde devem realizar propagandas educacionais nos televisões ou em forma de panfletos sobre os pontos supracitados e deste modo conscientizar a população à vacinação. Ademais é necessário que o sistema executivo promova que o ECA tem suas normas cumpridas, portanto, fiscalizando o abastecimento de vacinas primordiais ao acesso da população nos posto de saúde. Destarte, os brasileiros teriam informações para entender a importante função das vacinas e apresentariam condições dignas de respeito aos seus direitos previstos na constituição.