Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 18/02/2019
Em 1988, o pesquisador inglês Andrew Wakefield publicou seus estudos onde ele associava a vacina Tríplice Viral a casos de autismo. Sua especulação repercutiu pelo Reino Unido e diversos países fazendo com que os índices de vacinação começassem a cair. Anos depois, mesmo após a refutação dessa teoria, a ignorância da população e o medo das vacinas persistiram. Atualmente, o Brasil continua enfrentando desafios para garantir a vacinação da população.
Sabe-se que a falta de conhecimento sobre a eficácia e a importância das vacinas é o maior motivo pelo qual os brasileiros negligenciam a prática. O filósofo Plotino concluiu que: “O conhecimento, se não determina a ação, está morto para nós.” Então, por não entender os efeitos da imunização, as pessoas são manipuladas por afirmações infundadas como as de Wakefiled. Ou seja, se não há informação correta sobre a vacina não haverá a ação de recebê-la no corpo.
Convém ressaltar que o fenômeno das “fake news” é um outro fator preocupante porque, aliado a insipiência, afasta as pessoas dos postos de vacinação através do receio de supostos efeitos colaterais. Em 2017, por exemplo, o Ministério da Saúde investiu forte na campanha de vacinação contra o HPV, mas infelizmente notícias falsas vinculando a vacina com paralisia e baixa eficiência contra o vírus fez com que as metas de imunização não fossem alcançadas.
Fica claro, portanto, que a incompreensão e as notícias falsas são obstáculos a serem ultrapassados para proporcionar saúde e qualidade de vida aos brasileiros. Para isso, o Ministério da Saúde deve focar em desmistificar mitos referentes às vacinas por meio da ciência comprovada e campanhas com propagandas. Além disso, promover palestras em escolas públicas para fomentar o interesse no assunto e expandir o conhecimento das crianças e adolescentes. Tudo isso com a finalidade de educar a população para não descuidar de um processo essencial à saúde.