Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 02/11/2018
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) por meio da lei 8.069/90, prevê o direito obrigatório da vacinação infantil. Foram iniciativas como a lei 8.069 que fizeram o Brasil ser referência em vacinação, entretanto, desde 2008, o país canarinho sofre com o decréscimo de crianças vacinadas, atingindo em 2016 a menor taxa em 12 anos. Nesse contexto um paradoxo é formado, como pode um país ser referência em imunização infantil e ao mesmo tempo ficar abaixo da média de vacinação? O desinteresse dos pais e as falsas informações a respeito das vacinas, corroboram para que cada vez menos pessoas sejam vacinadas, permitindo assim, o retorno de doenças consideradas erradicadas. Em virtude dos estudos relacionados ao comportamento social, o sociólogo Durkheim afirmou que: “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido”. Trazendo essa afirmativa do século XIX para o contexto de vacinação brasileira na atualidade, é possível entender que no momento que os índices de doenças começaram a cair a sociedade começou a não se preocupar mais com esses males, chegando a considerar desnecessário a vacinação em seus filhos, deixando-os desprotegidos de várias doenças e infringindo a lei que garante o direito obrigatório a vacinação. Similarmente ao desleixo dos brasileiros que acham desnecessários as vacinações, os grupos “antivacinas” que perpetuam desde a revolta das vacinas no século XX, contribuem para o retrocesso imunitário. Esses grupos divulgam artigos sem nenhum fundamento científico, levando muitos cidadãos a acreditarem em informações sem nem mesmo analisar os fatos. Um exemplo desses rumores é de que as vacinas causavam o autismo, logo o infectologista Jessé Alves descartou a teoria e em companhia com o Jornal Globo publicou uma nota dizendo ser falso o rumor, evitando assim, alardes maiores. É evidente, portanto, que a falta de informações verídicas relacionadas a imunização são enormes desafios da vacinação dos brasileiros. A fim de erradicar notícias errôneas e ampliar o conhecimento imunitário dos brasileiros, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver projetos em que os agentes de saúde possam tirar dúvidas e explicar como funciona o processo de vacinação e suas possíveis reações. Por meio de imagens, textos de fácil leitura e conversas com médicos as reuniões com os cidadãos serão bem mais técnicas, sendo possível que cada pessoa possa tirar uma dúvida específica e assim entender a importância das vacinas para a saúde das pessoas. Dessa maneira, será possível que, através da afirmativa durkhaniana, as pessoas viverão em um cotidiano mais informatizado e assim poderão agir em prol do próprio bem-estar.O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) por meio da lei 8.069/90, prevê o direito obrigatório da vacinação infantil. Foram iniciativas como a lei 8.069 que fizeram o Brasil ser referência em vacinação, entretanto, desde 2008, o país canarinho sofre com o decréscimo de crianças vacinadas, atingindo em 2016 a menor taxa em 12 anos. Nesse contexto um paradoxo é formado, como pode um país ser referência em imunização infantil e ao mesmo tempo ficar abaixo da média de vacinação? O desinteresse dos pais e as falsas informações a respeito das vacinas, corroboram para que cada vez menos pessoas sejam vacinadas, permitindo assim, o retorno de doenças consideradas erradicadas. Em virtude dos estudos relacionados ao comportamento social, o sociólogo Durkheim afirmou que: “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido”. Trazendo essa afirmativa do século XIX para o contexto de vacinação brasileira na atualidade, é possível entender que no momento que os índices de doenças começaram a cair a sociedade começou a não se preocupar mais com esses males, chegando a considerar desnecessário a vacinação em seus filhos, deixando-os desprotegidos de várias doenças e infringindo a lei que garante o direito obrigatório a vacinação. Similarmente ao desleixo dos brasileiros que acham desnecessários as vacinações, os grupos “antivacinas” que perpetuam desde a revolta das vacinas no século XX, contribuem para o retrocesso imunitário. Esses grupos divulgam artigos sem nenhum fundamento científico, levando muitos cidadãos a acreditarem em informações sem nem mesmo analisar os fatos. Um exemplo desses rumores é de que as vacinas causavam o autismo, logo o infectologista Jessé Alves descartou a teoria e em companhia com o Jornal Globo publicou uma nota dizendo ser falso o rumor, evitando assim, alardes maiores. É evidente, portanto, que a falta de informações verídicas relacionadas a imunização são enormes desafios da vacinação dos brasileiros. A fim de erradicar notícias errôneas e ampliar o conhecimento imunitário dos brasileiros, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver projetos em que os agentes de saúde possam tirar dúvidas e explicar como funciona o processo de vacinação e suas possíveis reações. Por meio de imagens, textos de fácil leitura e conversas com médicos as reuniões com os cidadãos serão bem mais técnicas, sendo possível que cada pessoa possa tirar uma dúvida específica e assim entender a importância das vacinas para a saúde das pessoas. Dessa maneira, será possível que, através da afirmativa durkhaniana, as pessoas viverão em um cotidiano mais informatizado e assim poderão agir em prol do próprio bem-estar.