Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/11/2018
No ano de 1904 foi decretada, no Rio de Janeiro, a Lei da Vacinação Obrigatória como parte do projeto sanitarista do governo vigente na época. Entretanto, não houve diálogo com a sociedade civil acerca das intenções do governo, o que levo medo a população mais carente. As variadas formas de resistência popular à vacinação ficaram conhecidas como a Revolta da Vacina. A falta de informação foi um dos principais motivadores da revolta e, ainda hoje, persiste na sociedade na forma de movimentos anti-vacinas.
Tendo em vista as circunstâncias de 1904, a circulação de boatos equivocados servem como catalisadores do medo entre cidadãos. Atualmente, as notícias são divulgadas via redes sociais, sem autoria explícita e sem controle de circulação, servem para fortalecer os movimentos contrários à vacinação. É certo que, deve ser assegurado o direito ao protesto por parte da sociedade, mas o acesso a informação verídica deve ser prioridade, isto que sua ausência pode ameaçar a saúde pública.
Ademais, os cortes nos orçamentos para a área de saúde acarretam no desabastecimento das unidades públicas. Dessa forma, populações carentes são privadas do direito à vacina. Além de tal restrição, também é uma realidade a falta de orientação médica às famílias em relação aos benefícios da vacinação segura e a possibilidade de ocorrência de efeitos colaterais, facilitando a ocorrência de boatos e mitos acerca da vacina.
Diante do exposto, fica evidente que o acesso à informação sobre a vacinação é essencial. Portanto, é responsabilidade do Ministério da Saúde a elaboração de campanhas nas escolas e universidades, além de materiais e infográficos para circulação na internet. Além disso, o Governo Federal deve priorizar o orçamento da saúde pública, garantindo o abastecimento do Sistema Único de Saúde. Dessa maneira, doenças como varíola, sarampo e tétano continuarão erradicados no país.