Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/11/2018
A expectativa de vida dos seres humano tem exponencialmente aumentado nos últimos séculos. Isso se deve principalmente aos avanços médicos e químicos tais como as vacinas, que tem como proposito de criar uma “memoria de imunidade” no indivíduo, diminuindo ou nulificando o efeito de doenças. Todavia, campanhas de vacinação tendem a encontrar complicações, exemplificada pela infame “revolta da vacina, crise onde a falta de prevenção individual tornou-se uma questão de calamidade na saúde pública.
O mundo globalizado facilitou muito o trafego de informações, inclusive as que não são necessariamente verdadeiras. Neste contexto se destaca o caso da controvérsia americana da suposta correlação entre vacinação e autismo, que mesmo não seja baseada em fatos, se propagou como as próprias doenças que não estão sendo erradicadas por negligência. Estes boatos aliados a desinformação colocaram a credibilidade dos métodos preventivos em risco. É muito comum responsáveis não seguirem a carteira de vacinação, deliberadamente espaçando ou pulando doses, a desinformação está agravando a saúde púbica.
A falta de investimento do poder público, principalmente nas áreas menos urbanizadas também complica a situação, pois a falta de recursos evita a ampla distribuição assim como a proteção. Isso constitui uma clara violação ao estatuto da criança e adolescente, tendo em vista que todos tem direito a esta imunização que não está sendo fornecida pelo estado. O efeito “imunidade de rebanho” (as doenças tendem a se adaptar e ficar mais contagiosas e resistentes de acordo com a quantidade de vítimas), agrava ainda mais as consequências aos não que não foram devidamente protegidos.
Tendo em mente o direito das crianças e adolescentes à vacinação, assim como os princípios fundamentais da constituição brasileira, como o respeito à vida e a construção de uma sociedade solidaria, recomenda-se ao ministério da saúde a criação da carteira de vacinação virtual. Esta ferramenta auxiliaria o cidadão no controle de prazos de imunização além de poder ser uma fonte segura de informações. Aconselha-se em consonância a solução anterior a criação de kits de imunização caseira, que se tornaria um paliativo a falta de atuação da união. Estes conjuntos além de fácil administração, deveriam ser entregues pelos correios e compensados parcialmente no imposto de renda, suprindo a necessidade de demanda junto com a desinformação, fatos que devem aumentar exponencialmente a vacinação.