Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 31/10/2018
Doenças como sarampo, hepatite, caxumba, rubéola e febre amarela ameaçam a saúde da população há séculos, podendo causar até a morte, principalmente de crianças, que possuem menor capacidade de defesa contra invasores do que os adultos. A evolução da medicina possibilitou o surgimento de vacinas que tornam o organismo humano imune a esses vírus e bactérias, mas, apesar das campanhas de conscientização, a cobertura de vacinação no Brasil caiu drasticamente devido à falta de atenção dos pais, uma vez que os índices críticos, felizmente, haviam diminuído bastante.
A redução nos casos dessas enfermidades faz com que as pessoas parem de se preocupar com o perigo de adquirir as doenças, por acreditarem que o risco está controlado. De 2004 até 2015 a taxa de vacinação no país esteve superior a 95%, mantendo-se acima da meta recomentada pela OMS. Contudo, esse valor caiu, no ano seguinte, para aproximadamente 85%, segundo o Programa Nacional de Imunização, tornando-se preocupante.
Além disso, a falta de informação dos pais com relação à importância das vacinas causa uma diminuição na procura pelas doses infantis nos postos de saúde. A vacina auxilia o organismo a produzir anticorpos utilizando agentes infecciosos enfraquecidos, que, a partir da nossa capacidade autoimune, podemos nos defender. Isso torna-se vital uma vez que essas bactérias, quando fortes, se reproduzem mais rápido do que o nosso sistema é capaz de combatê-lo.
Logo, afim de amenizar este descaso da população, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, podem implantar um projeto para tornar obrigatório a apresentação do cartão de vacinação ao realizar a matrícula dos alunos nas escolas, mantendo as famílias alertas de que a imunização é necessária. Ademais, com o apoio das sociedades médicas, os ginecologistas e pediatras devem trabalhar a conscientização dos pais através da conversa em consultório.