Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 01/11/2018

O direito à saúde previsto na Constituição Brasileira de 1988, retoma o acesso a tratamentos preventivos e paliativo à todos. Entretanto, a população não está buscando cuidados para sua proteção como a imunização, resultando em desafios para garantir a vacinação dos brasileiros em virtude do desconhecimento e desconfiança sobre determinada vacina, e também, pela crença de que algumas doenças foram “extintas”.

A princípio, a relutância sobre determinada vacina se dá por dois motivos, o primeiro por uma razão histórica como a Revolta da Vacina ocorrida em 1904 no Rio de Janeiro, onde o governo de forma autoritária vacinou a população pobre sem seu consentimento, através do uso da força, provocando pânico e amotinação; e segundo pelas reações que as imunizações provoca no corpo como forma de defesa, acarretando pensamentos de que a vacina é causadora da doença e não a cura. Dessarte, o indivíduo se encontra numa situação desconfortante e resiste a imunização, prejudicando a si próprio. Sendo assim, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche quando disse “saber é compreendermos as coisas que mais nos convém” estava certo pois, entender sobre determinado assunto como os mecanismos da vacinação é cuidar de si mesmo.

Ademais, com o desaparecimento de algumas doenças, hodiernamente é notável o desleixo da população ao crédulo da extinção da patologia. Contudo, a atenuação de determinado caso de enfermidade não significa sua erradicação, e muitos brasileiros com essa crença deixam de vacinar, achando que não é preciso, e por conseguinte, a doença antes “extinta” volta atona propiciando um caso epidêmico estrondoso e rápido, como exemplo ocorrido neste ano com a doença conhecida como sarampo. Segundo o Ministério da Sáude, no Brasil, tiveram mais de 1,5 mil casos da doença, a qual teve sua última ocorrência catalogada em 2015, e é obrigatória no país uma vez que protege contra  outras duas, caxumba e rubéola.

Nessa perspectiva, conforme os argumentos supracitados, o Ministério da Saúde adjunto ao Ministério da Educação, necessita desenvolver o tema “Vacinação”, por intermédio da aplicação em sala de aula na disciplina de ciências/biologia, e também, em palestras abertas à comunidade, a fim de promover a elucidação coletiva sobre o desapreço e falsos achismos, os quais impossibilitam a importância da imunização para com a saúde dos brasileiros .