Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 30/10/2018
Em 1904,na cidade do Rio de janeiro ocorreu um movimento de caráter popular desencadeado pela imunização obrigatória imposta pelo governo,historicamente conhecida como Revolta da Vacina.Nesse contexto,vive-se na situação presente do Brasil desafios parecidos aos que ocorreram no passado,em relação a problemática da vacinação dos brasileiros. Apesar dos avanços alcançados na área da saúde, doenças graves, que até pouco tempo estavam controladas, voltaram a assombrar as famílias brasileiras. Com efeito, visando ao enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate entre Estado e sociedade acerca dos desafios para garantir a imunização dos brasileiros.
A princípio, em 1904, o Rio de Janeiro - RJ se encontrava em estado de calamidade, sem saneamento básico e devido ao aglomerado de pessoas, diversas epidemias se espalhavam, sendo a principal a varíola. Como medida paliativa, o governo tornou a vacinação obrigatória. Entretanto, grande parcela da população não compreendia os benefícios das vacinas, o que gerou revolta entre os habitantes. É importante sinalizar que a falta de estrutura nos postos de saúde e hospitais compromete a eficácia da imunização em escala nacional. Isso se explica porque, apesar da Carta Magna de 1988 garantir o direito à saúde, a má gestão dos recursos públicos e a corrupção comprometem a qualidade dos serviços prestados, dificultando o acesso da população à vacinação.
Ademais, surtos de varíola na década de 1820 contribuíram para a resistência à vacinação, quando muitos imunizados sofreram com a doença e descobriu-se que eram necessárias outra doses. Entretanto, muitos municípios brasileiros sofrem com o desabastecimento, prejudicando assim, as segundas e primeiras doses da vacinação, fazendo ressurgir doenças erradicadas como o sarampo e a poliomielite. Somado a isso, o problema é agravado pelo sucateamento do SUS, bem como desvios, má gestão e centralização de recursos. A título de exemplo, o levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina alertou que 8% das unidades básicas de saúde (UBS) estavam sem vacinas e, em 5%, o acondicionamento era feito de forma inadequada, o que corrobora o descaso com a saúde.
Enfim, concluímos que para solucionar o impasse, é necessário tomar medidas . Logo, o Ministério da Saúde junto com a mídia pública, deverá aperfeiçoar os programas de conscientização à população, mostrando seus benefícios através de propagandas com casos reais de não-imunizados. Outrossim, cabe as prefeituras redirecionar políticas públicas para garantir que as vacinas sejam entregues a todos os municípios do país por meio da imunização gratuita. Além disso,a Receita Federal deve destinar uma fatia maior dos seus tributos arrecadados,para que seja adquirida remessas de doses de vacina para todas as regiões brasileiras,com prioridade nas mais endêmicas. necessitadas.consigaimunizar uma parcela maior de cidadãos canarinhos. Dessa maneira, os problemas para garantir a vacinação serão solucionados.