Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 30/10/2018
Imunização revolucionária
A Terceira Revolução Industrial destacou-se no uso das tecnologias, no encurtamento das distâncias e na facilidade de disseminar informações. Assim, a enfraquecida campanha de vacinação sufoca com os movimentos anti vacina e, ainda sofre com o desabastecimento nas unidades de saúde - uma barbárie, incoerentemente, (oni)presente.
Em primeiro plano, com a evolução das tecnologias e a expansão da internet as notícias passaram a ser divulgadas celeremente. Nesse cenário de disseminação, a manipulação de dados gera distorções das informações verdadeiras que, quando compartilhadas atingem diversas pessoas. Sob esse prisma, ataques discordantes de vacinas nas redes sociais em 2018 causou a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar, afirmando que a imunização favoreceu o desenvolvimento de Alzheimer e outras doenças, o que não se confirma, já que na história da medicina algumas patologias foram erradicadas devido à produção de anticorpos pelo organismo.
No que se refere à crise econômica brasileira, hodiernamente, reflete na defasagem dos serviços públicos. Nesse sentido, o precário investimento na área da saúde em regiões menos favorecidas facilita o aparecimento de doenças, visto que faltam medicamentos específicos e vacinas, que protegem a população contra inúmeros patógenos. Por esse viés, doenças consideradas erradicadas no Brasil - poliomielite e sarampo - voltaram a preocupar os profissionais da saúde com o reaparecimento de novos casos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, no ano de 2016, a cobertura de vacinação esteve abaixo da meta nacional de 95%, o que sugere métodos para reverter essa drástica queda na imunização.
Infere-se, pois, que o direito à vacinação conclama políticas públicas ativas. Dessa forma, as Secretarias Municipais de Saúde devem realizar um movimento efetivo com os Agentes Comunitários de Saúde, por meio de visitas domiciliares, a fim de orientar a importância da imunização para a saúde do corpo social. E, o Ministério da Saúde atuar na distribuição igualitária deste recurso, para que todos tenham acesso garantido. Logo, planos e metas que caminhem lado a lado com a Revolução Técnico Científica.