Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
Saúde pública de qualidade deve ser uma vertente a todo e qualquer país que almeje progresso e bem estar social. Nesse viés, a vacinação contra doenças consideradas recorrentes e suscetíveis a epidemias no território nacional, é crucial para a manutenção da imunidade da sociedade civil. Entretanto, no Brasil, encontra-se uma série de empecilhos para imunização de toda a população, os quais, estão diretamente vinculados à falta de insumos vacinais em cidades com menos recursos e a divulgação das chamadas “Fake News” nas redes de comunicação virtual.
A princípio, de acordo com o jornal “Estadão”, o Ministério da Saúde aumentou cerca de 200 milhões aos recursos destinados à vacinação no período de 2017 para 2018. No entanto, a falta de políticas públicas que visem uma distribuição igualitária dos medicamentos para todas as regiões do país, converge para que áreas de interior e com menor infraestrutura, como setores do norte e nordeste, fiquem deficitárias nesse quesito. Com isso, a proliferação de doenças já dizimadas no país, tende a voltar à tona.
Ademais, outro tópico que influencia drasticamente na vacinação dos cidadãos, é a tomada de decisão dos pais, a cerca de levar ou não seus filhos para serem imunizados. Nesse aspecto, os responsáveis inúmeras vezes por medo de boatos divulgados nas redes, que difamam a vacinação pública, trazendo informações falsas sobre pessoas que tiveram efeitos colaterais após aplicação do imunológico, deixam de imunizar sua prole.
Portanto, para que a vacina preventiva chegue em todos os cantos do país, e a população se sinta segura ao expor-se ao medicamento, cabe ao Poder Público em parceria com o Ministério da Saúde, a melhoria da distribuição das vacinas, por meio de um sistema integrado de modais, que promova a disseminação dos insumos para aplicação dos preventivos, de acordo com a demanda de cada região. Além disso, é dever de cada cidadão constatar, se as notícias lidas na internet possuem uma validação científica ou se são apenas factoides. Com isso, doenças como rubéola e sarampo inexistirão no país e toda a sociedade civil estará imunizada.