Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2018

Mortalidade infantil. Epidemias. O quadro da sociedade brasileira no que tange à saúde, mostra-se, hoje, como preocupante à qualidade de vida e índices das pirâmides etárias do país. O aumento dos números de doenças letais atrelada ao padrão de desigualdade presente demonstram a necessidade de maior atenção na raíz do problema e sua erradicação. No entanto, a vacinação da população, principal forma de combate, se apresenta, nos últimos anos, como um desafio no que diz respeito à sua garantia e difusão, graças à falta de informação do cidadão e ao despreparo e descaso dos governantes.

A Revolta da Vacina, no período da reforma urbana proposta por Pereira Passos evidenciou o caráter arbitrário do governo na sua aplicação e a desinformação  populacional. Nos dias de hoje, nota-se que, apesar dos avanços tecnológicos, a falta da informação perdura, pois o acesso à tecnologia não fora democratizado. O aumento da difusão e crescimento de doentes, na maioria dos casos, entre a classe menos favorecida, demonstram carteiras de vacinação não completadas, decorrentes de perdas de prazo e desconhecimento de estruturas próximas às suas residências. Desse modo, a ausência de campanhas eficazes na sua divulgação aumentam os índices de doenças e seus contaminados.

Da mesma forma, a problemática da garantia da vacinação é percebida pelo descaso do governo no oferecimento do mecanismo. Dados do Programa Nacional de Imunização, ratificam uma queda drástica, em 2016, nos recursos direcionados à sua aplicação. A falta de verba do Estado disponível para a formação de técnicos, injeções e seus antídotos para combater enfermidades, construção de postos em áreas mais periféricas, mostra-se crescente. Por conseguinte, a falta do acesso é materializada no ressurgimento de doenças que pareciam erradicadas.

Portanto, é mister perceber que a vacinação do brasileiro, em muitos aspectos, é um desafio a ser superado. Para isso, é necessária que haja uma reforma nas prioridades estatais, que devem direcionar recursos, através dos impostos já arrecadados, à saúde pública, ao aumentar os instrumentos e equipamentos necessários à vacinação em todos os estados. Da mesma forma, órgãos estaduais e municipais devem agir em conjunto às ONG’S e mídia no sentido de divulgar, por meio de campanhas televisionadas, panfletagem, sobre a importância e as datas da vacinação. Assim, será possível alcançar uma cidadania mais pragmática e legítima, na qual todos usufruam de seus direitos.