Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 13/07/2019
Contra revolta
Em 1904 eclodiu a revolta da vacina na então capital brasileira Rio de Janeiro. Embora as medidas arbitrárias realizadas pelo governo central, que culminou na rebelião, tenham tido efeitos como o controle de epidemias, a obrigatoriedade da vacina foi um marco na saúde pública brasileira. Hoje, entretanto, o que se assiste nas campanhas vacinais é uma queda no número das imunizações, principalmente infantis, muito em decorrência do movimento antivacina.
A priori, nos idos de 1900, o Brasil enfrentava surtos de varíola, patologia com vacina conhecida desde o fim do século XVIII. Apesar da subjugação dos direitos humanos da época, a medida autoritária surtiu efeito e os casos da doença diminuíram. Não obstante, as medidas iniciais de vacinação aperfeiçoaram o Programa Nacional de Imunizações do Brasil, criado na década de 70 é tido como um dos maiores programas no mundo. Á vista disso, é uma eficaz estratégia de saúde pública.
Nesse mesmo viés, o Brasil chegou a receber certificação de país livre do sarampo, após anos de campanhas vacinais. Todavia, a eclosão dos movimentos antivacianais, como o “antivax” criado na Europa e nos EUA, tornaram os desafios relacionados à imunização atribulados e a perda do certificado foi inevitável. Por conseguinte, a queda no número de vacinações está atrelada também a desinformação, tal qual que a vacina pode causar autismo em crianças.
Desse modo, o combate à desinformação deve ser prioridade para alertar os pais sobre a importância da vacinação. Dessa forma, o Estado, que é o responsável pelo bem estar de sua população, deve combater as “fake News”, por meio punições severas para aqueles que as espalham. Ademais, na outra frente da contenda é necessário focar em peças publicitárias sobre a necessidade da imunização infantil e quanto aos malefícios que podem trazer a comunidade na ausência da proteção viral e bacteriana. Destarte, a informação é a melhor contra revolta.