Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
A saúde pública é um direito básico assegurado pela Constituição Federal Brasileira de 1988 e torna-se efetiva através da colaboração mútua entre governo, população e profissionais capacitados da área. Consoante a essa prerrogativa, quando na falha da cooperação desses três agentes nas campanhas de vacinação, parte dos cidadãos não são imunizados, ocasionando uma comunidade pouco salutar e gastos exacerbados dos cofres da União no tratamento dos doentes.
Decerto, diversas pesquisas apontadas na mídia durante as campanhas de vacinação mostram que uma parcela do público acaba não aderindo a imunização. Ainda que ocorra um aumento nos investimentos em campanhas publicitárias, disseminando a importância de proteger-se contra inúmeras doenças, as pessoas insistem em faltar com esse propósito. Em contra-partida, aqueles que buscam tal prevenção acabam ficando a mercê desses que podem vir a ficar doentes e resultar em um surto epidêmico em determinada região.
Ademais, os esforços para precaver as doenças cuja vacinação é a principal forma de combate, são duplicados quando as mobilizações para a erradicação não atingem todo o corpo cidadão. Claramente, isso gera uma extrapolação orçamentária do que foi previsto para tal insalubridade que ameaça o bem estar humano naquela cidade, estado ou país. Por fim, os gastos resultados de uma população que não se atentou a vacinar-se podem interferir diretamente nos investimentos em outros direitos básicos assegurados por lei, como segurança e educação.
Em suma, o não emparelhamento da população com o governo e especialistas da saúde pode fomentar uma falha nas campanhas de vacinação, gerando gastos imprevistos com os enfermos não imunizados. Desta forma, faz-se necessário que a conscientização seja realizada através da educação básica nas escolas por meio do Ministério da Educação, de maneira que as crianças, voluntariamente, convidem seus pais e familiares a participarem dessas mobilizações.