Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2018

Durante a Segunda Guerra Mundial foram desenvolvidas vacinas que conseguiam conter o avanço de doenças em pessoas contaminadas. Na contemporaneidade, tal avanço tem contribuído para prevenção de inúmeras enfermidades, porém há grandes dificuldades ainda que impedem o acesso da população a programas de vacinação, devido a pequena cobertura vacinal e à falta de investimento do Estado à questão.

É primordial ressaltar que o número de pessoas não vacinadas no Brasil tem crescido no país, visto que os programas de vacinação não vem sendo disseminados com eficácia a sociedade. Isso porque, os gestores municipais tem diminuído não só o número de campanhas de vacinação, como também o monitoramento sistemático da cobertura vacinal em cada estado e município, para chegar aos territórios onde as pessoas não estão sendo vacinadas. Assim, de acordo com estudo realizado pela o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a cobertura vacinal no país vem caindo, pois estava estável e próxima a 100% até 2014 e caiu para 84% em 2017. Consequentemente, milhões de crianças e adultos continuam sem receber a imunização completa contra determinadas doenças, como a tríplice viral que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Além disso, nota-se, ainda, que à falta de investimento do Estado no abastecimento de vacinas essenciais, como também municípios com menos dinheiro para gerir os programas de imunização também são grandes desafios a serem superados. Desde 2015, o país registra o desabastecimento de diversas vacinas. Ademais, no início de 2016 até junho de 2017, houve acesso limitado à vacina pentavalente acelular, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite provocada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite. Por consequência, muitas regiões acabam sendo afetadas por doenças fatais, levando muitos a morte.

Torna-se evidente, portanto, que  o sistema de vacinação no Brasil precisa ser reajustada para que venha atender de maneira eficaz toda a população. Em razão disso, o Ministério da Saúde, em parceria com ONG’s, deve discutir e criar programas de imunização, com o objetivo de realizar ações focalizadas para aumentar a cobertura vacinal em áreas com menor cobertura e resgatar a percepção da sociedade, e das famílias, sobre a importância da vacinação. Além disso, os governos municipais, estaduais e federais devem, investir mais em pesquisas e projetos que possam produzir novas vacinas, como a desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos com proteção duradoura contra os quatro quatro vírus da dengue. Poder-se-á, assim, visar que a população possa ter acesso a vacinação, de fato, no Brasil.