Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2018

No início do século 20, o Rio de Janeiro passava por um caos urbano, o aglomerado de cortiços e a falta de saneamento básico favoreciam epidemias de doenças, como a varíola. Diante disso, criou-se uma campanha de vacinação, que gerou revolta popular, sobretudo, pela falta de divulgação e pelo seu caráter obrigatório. Hoje, apesar do Brasil ter se tornado referência nesse quesito, os índices de procura por vacinas têm diminuído drasticamente. Nesse contexto, cabe analisar a falta de informação, bem como a negligência como fatores da queda de vacinação dos brasileiros.

Em primeiro plano, a Constituição de 1988 determina a saúde como direito de todos e dever do Estado. Entretanto, muitos parecem não saber disso, já que a procura por vacinas, algumas tidas como obrigatórias, está em declínio. Isso se deve à falta de campanhas informativas, ou à pontualidade delas, que, geralmente, ocorrem apenas em momentos de epidemia.

Além disso, os brasileiros são, sem dúvidas, negligentes ao ato de se prevenir de doenças. Devido ao sucesso de campanhas do passado, atualmente, não se convive com enfermidades que foram erradicadas. O que gera uma sensação de imunidade, fazendo a sociedade relativizar a necessidade de se vacinar.

Portanto, O Ministério da Saúde - responsável pela promoção, proteção e recuperação da saúde - deve garantir que a população se vacine, por meio do fortalecimento das campanhas de vacinação, intensificando a divulgação na mídia. Para, assim, alertar a sociedade sobre os perigos da não prevenção, e, então, amenizar os problemas gerados pelas desinformação e negligência a respeito das vacinas.