Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2018

No século XX, o Brasil foi palco de um movimento singular conhecido como a Revolta da Vacina, que evidenciava a desconfiança da população e a falta de eficiência por parte do Estado em relação a campanha. Apesar do progresso alcançado posteriormente nesse quesito, as taxas de vacinação voltaram a cair drasticamente, decorrente da negligência do governo em infraestrutura e divulgação apropriados.

Em 2016, a cobertura de imunização ficou abaixo da meta nacional de 95% para poliomelite. Aspecto propulsionado por centros de atendimento precários e a carência de vacinas, aliado a demora do processo do Sistema Único de Saúde, devida a saturação na procura e a falta de pessoal capacitado na área. Assim, acabando por desincentivar a procura dos centros de saúde pública pelos indivíduos, para si mesmos e seus familiares.

Ademais, o progresso no âmbito do combate a antigas doenças, de certa maneira, suavizou a preocupação popular ante as mesmas. Esse fato proporcionou o descuido, seja por parte da sociedade na procura por atendimento, ou por parte do governo com a propaganda. Desse modo, tornou suscetível o surgimento do problema: retorno de epidemias anteriormente combatidas.

Logo, evidencia-se a necessidade de reparos no sistema de vacinação, em ordem de não mantermos o retrocesso atual. Tais ajustes, como os investimentos para a abertura de novos locais de atendimento capazes de suprir a demanda com mais eficiência e agilidade, devem ser geridos pelo Ministério da Saúde em conjunto com as prefeituras das cidades, cientes das próprias necessidades. Além disso, urge propagandas mais eficazes nas escolas e meio midiáticos da importância da vacinação, por parte de ONGs e do governo. Para assim, fazer valer a saúde gratuita para todos prevista na Constituição.