Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 28/10/2018
Em 1904, Oswaldo cruz havia convencido o governo a decretar a ‘‘Lei da vacinação obrigatória contra a varíola’’. Sem esclarecimento, os beneficiários temeram o remédio desconhecido o que gerou uma revolta popular. Atualmente, a falta de interesse, investimento e esclarecimento do governo, juntamente com a ausência de conhecimento da população sobre a verdadeira função da vacina na sociedade contribuem para que se torne cada vez mais difícil garantir a vacinação dos brasileiros.
Em uma primeira análise, é indiscutível o descaso do governo perante a sociedade. Segundo a BBC, desde 2015, o país registra o desabastecimento de diversas vacinas. Do início de 2016 até junho de 2017, houve acesso limitado à diversas vacinas, que protegem contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e poliomielite. Também houve dificuldades com a BCG, que protege contra a tuberculose e é a primeira vacina dada ao recém-nascido. Além disso, hoje em dia não existe nenhum esclarecimento sobre o que, pra que serve ou o quão benéfico é a vacina para o ser humano, sendo o principal motivo que leva diversas pessoas a não se vacinarem. Tudo isso, mostra que o Estado não possui um desempenho eficiente para que solucione esse problema no país, tornando algo tendente a permanecer, como uma doença que não se busca tratamento.
Outro fator concerne à falta de conhecimento da sociedade, o que gera a recusa, que aumenta cada vez mais, de pais em vacinar seus filhos. Algumas famílias optam por quais vão aplicar em seus filhos. Outras preferem evitar vacina-las por julgá-las saudáveis, e ainda os que não vacinam por questão religiosas, ou que temem reações adversas. Como exemplo, pode-se citar a Grã-Bretanha, onde ocorreu um intenso debate no final dos anos 90 quando um médico sugeriu, em um estudo, uma ligação entre a vacina tríplice viral e casos de autismo. A decisão de cada um de vacinar ou não os seus filhos, acaba impactando o número de pessoas que estão desprotegidas contra doenças transmissíveis, mas que podem ser prevenidas, além de ciar um grupo cada vez maior de suscetíveis.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O ministério da saúde, juntamente com as ONGs, devem investir e fiscalizar leis já existentes para, por conseguinte, garantir o funcionamento de normas que não lacerem os direitos básicos, intensificando as punições aos pais que não vacinarem seus filhos, certificando os tratamentos de qualidade nos hospitais e centros comunitários, utilizando o dinheiro dos impostos para o acesso permanente as vacinas. Ademais, é de extrema importância que a mídia, grande formadora de opiniões, expanda uma visão crítica e conscientizadora da população sobre seus direitos, utilizando dados, materiais jornalísticos, documentários e jornais. Só assim, com a mobilização de todos, haverá mudanças.