Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 28/10/2018

No filme, “Contágio”, é retratado o surto de uma doença, que se alastra rapidamente entre a população, gerando uma busca de ação preventiva, vacinação. Hoje, essa ficção representa a realidade das instituições de saúde, que tentam controlar os índices de doenças contagiosas. No entanto, há desafios de negligência estatal e ações comportamentais no âmbito familiar , que precisam ser combatidos, para garantir a prevenção da sociedade.

Embora exista o Programa Nacional de Imunização (PNI), como referência mundial, por incorporar diversas vacinas no país, notam-se que as taxas de cobertura de imunológicos vêm decaindo nos últimos anos. Isso é consequência de um cenário negligenciado e burocrático do Estado, pelo fato de não ter um modelo prioritário de atenção à saúde, que prevaleça com vigilância, prova disso, segunda a OMS, uma em cada cinco crianças, não recebe todas as vacinas básicas. Dessa forma, se não houver uma atitude contrária, as ações preventivas, que são individuais, mas refletem no coletivo, irão continuar sem sua garantia efetiva.

Além do desafio da falta de eficiência estatal, há também o comportamento de alguns pais, no qual, recusam-se a vacinar seus filhos, aumentando o número de pessoas susceptíveis às doenças, como sarampo e poliomielite. Essa situação fica clara, com a divulgação do Ministério de Saúde, referente a última patologia, por apontar que em 312 municípios brasileiros, menos de 50% da população está vacinada. Contudo, o que leva essa recusa não é apenas uma simples escolha, mas é uma influência de ideias que mistificam o resultado da vacina e superficializam a informação. Logo, um fato histórico , como o da “Revolta da Vacina” , no século XX, marcada por motivos de vacinação obrigatória, sem explicação de tal atitude, pode ser comparado, hoje, com a falta de conhecimento necessário e  verídico.

Deve-se constatar, portanto, a relevância de minimizar esses problemas e garantir a vacinação a todos. Para isso, as autoridades estatais, junto com  Ministério de Saúde, devem criar mecanismos que fortaleçam as unidades de saúde e laboratórios. Isso será possível com fiscalizações e aumento do parque industrial e tecnológico, que, proporcionalmente, aumentará a produção de vacinas, a fim de suprir a sociedade, através de um modelo rápido e eficaz. Ademais, a escola, aliada à mídia, devem impor projetos de vacinação frequentes, com especialistas da área médica, desmistificando sua ação, assim como elevar a circulação de informação adequada e cientificamente comprovada. Assim, os pais terão acesso ao conhecimento verdadeiro e não  negligenciarão mais a ação de se prevenir por meio da vacina.