Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/10/2018

A Constituição Cidadã de 1988 garante a todos os brasileiros o direito à saúde e ao bem-estar social, defendendo a manutenção desses direitos. Entretanto, após a Revolta da Vacina, ocorrida em 1924 no Rio de Janeiro, o Brasil no Século XXI passa por uma situação parecida, ocasionada pela desinformação propagada sem controle, e que deve ser ultrapassados para que uma sociedade integralizada seja novamente conquistado.

É notório que doenças que já foram sido erradicadas, passam a ser motivo de preocupação entre profissionais da saúde. Visto que, desde de 2015, o programa de vacinação brasileiro tem seus índices de cobertura diminuírem consideravelmente, abrindo espaço para riscos de surtos e epidemias de doenças fatais. Desse modo, a imunização continua sendo a principal ferramenta de prevenção e combate as doenças. Entretanto, com o aumento de movimentos antivacinação, que são espalhados sem embasamento cientifico, corroboram para os índices se manterem baixos.

Além disso, é inegável que a falta de vacinação nas crianças aumentam a problemática. Devido ao pensamento de alguns pais, que possuem desconhecimento sobre a temática, por acharem que seus filhos estão saudáveis, não os vacinam. Por conseguinte, o ato de não vacinar deixa de ser uma decisão pessoal e passa a ser de responsabilidade coletiva, que pode comprometer o bem-estar social de outros cidadãos. Como medida paliativa, o governo tornou a vacinação básica obrigatória em crianças, definido no ECA, que crianças devem receber a vacinação em todos os casos recomendados pelas autoridades sanitárias, com isso, o não cumprimento pode acarretar em multa. Sendo assim, indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar o direito à saúde de todos os cidadãos e principalmente, o direito ao bem-estar das crianças.

Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde, com o apoio das Secretárias de Saúde dos municípios, o levantamento das regiões com o índice abaixo do programado, intensificando as vacinações nessas regiões. Para isso, deve-se intensificar as propagandas nos locais públicos, como ruas, escolas, mercados, e realizar mutirões em espaços públicos, facilitando a ida da população. Dessa maneira, um maior índice de pessoas são vacinadas, aumentando a cobertura, e consequentemente, diminuindo surtos, e melhorando a vida da população em geral.