Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o maior erro de um homem é sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem. Análogo a isso, percebe-se no panorama atual brasileiro, tal pensamento filosófico presente assiduamente, no que concerne os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros. Nessa conjuntura, não há dúvidas de que morosidade dos serviços públicos de saúde, bem como falta de informação por uma parcela societária contribuem para perpetuação dessa óbice.
Em primeira instância, é válido salientar que a Constituição Brasileira, no seu artigo 196, expõe que a saúde é direito de todos e dever do Estado promover seu garantimento. Contudo, essa prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, uma vez que atenuação de recursos voltados para programas de imunização no país, sobretudo, para doenças consideradas erradicadas como rubéola e poliomelite, tornam-se recorrentes e preocupantes, o que pode desencadear o reaparecimento dessas patologias no espaço brasileiro, causando maiores empecilhos na sociedade. Diante disso, vê-se essa mazela social deturpando o pensamento aristotélico de política, que afirmava esta como asseguradora da felicidade e do bem-estar coletivo.
Concomitante a isso, o sociólogo Émille Durkheim, expõe que a consciência dos indivíduos é coletiva, ou seja, corresponde às normas e às práticas culturais da sociedade. Nesse ínterim, com a omissão de informações acerca dos benefícios da vacinação, uma parcela da esfera social, constata a imunização ativa como algo maléfico para saúde dos cidadãos. Essa problemática, é exposta de maneira incessante, devido os sintomas acometidos após os procedimentos, como febre, por exemplo. Dessa forma, inúmeros indivíduos aliam-se ao Mito da Caverna do filósofo Platão, pois como os homens dentro da caverna encontram-se acorrentados sem saber da realidade em si, metaforicamente, a população brasileira encontra-se “aprisionada” a pensamentos errôneos sobre a vacinação no país.
Desta maneira, é evidente que significativas dificuldades para garantir a vacinação dos brasileiros assolam no país. Por conseguinte, é relevante que o Estado, em consonância ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração e manutenção da saúde no Brasil, promova centros de atendimentos especializados, com presença constante de médicos em geral, voltados com ênfase em programas de reposição de vacinas para doenças erradicadas ou não, como a Poliomelite e a Febre Amarela, por exemplo. Além desse fator, o Ministério da Educação, correlacionado às instituições escolares, deve desenvolver palestras informacionais tanto para alunos quanto familiares, a respeito dos benefícios que a vacina obtém para população, como capacidade de resistência na eventualidade da doença surgir, para que assim o pensamento de Schopenhauer atenue no âmbito brasileiro.