Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/10/2018
Na idade média, segundo a história, a incidência de morte prematura de bebês era tão comum que muitas famílias optavam por nomeá-los formalmente apenas se eles resistissem aos primeiros anos de vida. Posteriormente, com os avanços da medicina e o advento das vacinas, a mortalidade infantil reduziu-se substancialmente, o que tornou incomum um evento dessa natureza acontecer nos dias de hoje. Todavia, hodiernamente, vive-se uma crise na saúde pública, por falta de verba pública para garantia das vacinas, bem como por haver muitos adeptos ao movimento anti-vacinas (os quais optam por não vacinarem seus filhos), o que denota a potencialidade do resurgimento de algumas doenças. Isso se dá, além da questão financeira pública, pela desinformação da população, bem como pela falta de pensamento crítico. ///// Nesse prisma, assim como a Revolta da Vacina do século passado, motivada pela desinformação da população que desconhecia os objetivos da campanha, a crise de saúde pública presenciada na atualidade também é devida à ignorancia. Isto é, grande parte das pessoas, que são leigas, desconhecem o mecanismo funcional das vacinas, e isso as levam acreditar em teorias conspiratórias absurdas, e por esse motivo recusando a imunização – infelizmente, como afirmava o rei Salomão, “o povo perece por falta de conhecimento”. ///// Além disso, é possivel afirmar que a falta de pensamento crítico, devida à baixa escolarização da população brasileira, faz com que haja uma fácil adesão ao movimento anti-vacina, o que vem causando a volta de doenças antes já erradicadas, como o sarampo e a poliomielite. Assim, auxiliado pelas redes sociais, se transmite “fake news” conspiratórias contra a imunização, o que vem conquistando cada vez mais adeptos. Nessa perspectiva, a melhor prevenção seria o que Descarta chamaria de dúvida metódica, a qual praticamente inexiste em um país cuja escolarização média não passa dos seis anos. ///// Para que seja barrado o avanço do movimento anti-vacinação e contido o aumento de doenças outrora erradicadas, portanto, é imprenscindível intervenção tanto social como de agentes públicos. Isto é, além de aumentar o repasse de verba pública para a saúde, é preciso educar o povo – a informação é o melhor meio de conscientizar a população, e por isso é preciso que o governo federal continue criando propagandas de televisão, bem como que o SUS crie e distribua panfletos nos postos de saúde, a fim de esclarecer a respeito do funcionamento das vacinas e quais são os riscos da não imunização. Ademais, é fundamental que a sociedade não repasse conteúdos mentirosos, e para isso é preciso que ela crie uma organização anti “fake news”, com a criação de vídeos nas redes sociais que difunda que na web não se pode crer em tudo que ouve ou vê. Afinal, não queremos retroceder à idade média, nem permitir que velhas doenças retornem, devida a ignorância, a escravizar a população.