Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 26/10/2018

O ditado popular “é melhor previnir do que remediar” se aplica perfeitamente à vacinação. Muitas doenças foram erradicadas graças a esse avanço da Medicina. No entanto, nos últimos anos, o Brasil enfrenta um decréscimo na cobertura de vacinação de diversas doenças como a poliomielite, caxumba, rubéola e outras. Tal fato torna-se preocupante à medida em que ameaça a saúde pública, com retorno dessas. Diante disso, medidas são necessárias para resolver o problema.

Dados evidenciam uma queda na taxa de vacinação de poliomielite em 2016, onde não se atingiu a meta mínima de 95% recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais fatores para essa realidade está na neglicência de pais, que por nunca terem presenciado casos de paralisia infantil, não dão a devida importãncia à imunização dos filhos. Vale lembrar, que o último caso dessa enfermidade ocorreu em 1989.

Além disso, a informação sobre a necessidade de vacinação ainda é ineficaz. Apesar dos grandes avanços nos sistemas de comunicação, quando o tema é vacinação, ainda há dificuldades. Isso é evidenciado no fato de que a grande maioria da população só se sente ameaçada quando o número de casos de uma determinada mazela aumenta. O aumento na incidência de febre amarela em 2018 elevou o número de campanhas a favor da imunização em todo o país.

É importante, portanto, a tomada de mudanças para a resolução do impasse. O Ministério da Saúde deve conscientizar os pais a respeito da importância da vacinação dos filhos, por meio da intensificação dos acompanhamentos dos agentes de saúde nas famílias, onde esses deverão mostrar os benefícios do ato de vacinar. Ademais, tendo em vista

a facilidade de acesso à internet pelo cidadão, o Governo Federal, em parceria com grandes plataformas digitais, deve investir em publicidades que divulguem as campanhas de vacinação. Dessa forma, teremos a garantia de que doenças já erradicadas não voltem a aterrorizar o país.