Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/10/2018

Criado nos anos 90, o conhecido Zé Gotinha é o símbolo da campanha de vacinação da poliomelite. O motivo pelo qual ele nasceu foi aumentar a adesão de crianças no quadro de vacinação no país contra a doença, fato qual obteve sucesso, erradicando, em meados dos anos 2000, a paralisia infantil. Infelizmente, essa doença e mais outras, como o sarampo, assombram milhares de “brasileirinhos” devido a baixa vacinação nos últimos anos. Causada pelo movimento antivacina e a diminuição da propaganda, a vacinação no país que já foi referência neste quesito, hoje enfrenta problemas graves.

É  necessário avaliar, primeiramente, a diminuição nas campanhas de vacinação. Entre os anos 2017 e 2018 o Brasil alcançou um investimento alto para propagandas de vacinação nas crianças, alcançando a marca dos bilhões. Entretanto, diferentemente dos anos 2000, o país vem mostrando um perfil enfraquecido em relação a publicidade. A razão para essa situação está no fato de que hoje não se vê mais tantas pessoas afetadas por doenças que, mesmo podendo ser prevenidas, matavam em escalas preocupantes, ou até mesmo deixavam sequelas delimitadoras para o resto da vida. A consequência é pessoas, ao invés de buscar a prevenção, acabam buscando o tratamento dessas enfermidades, o que acaba sendo muito mais caro e trabalhoso.

Convém destacar, ainda, o aumento dos movimentos antivacina no país como prejudicador. Atualmente, menos de 78% das crianças são vacinadas, isto significa uma diminuição de cerca de 20% na imunização que existiam no período entre 2015 e 2016. O papel dos movimentos contra as vacinas nesses números é alto, visto que pais aderiram aos movimentos por boatos, ou fake news, de que a medicação poderia, futuramente, causar alguma patologia ou, até mesmo, que as vacinas hoje já não se fazem necessárias. Porém, é cientificamente comprovado o baixo perigo das vacinas, sendo o risco da doença ser triplamente maior, mostrando que é mais possível sofrer pela falta de vacina do que com o uso dela.

É entendido, portanto, que a vacinação tem papel crucial para a prevenção e erradicação de doenças que assolaram o país nas décadas passadas, mas não está sendo valorizada o quanto deveria ser por pais com filhos pequenos. Deve, portanto, o Ministério da Saúde vinculado com meios de comunicação como a TV e Internet, intensificar a divulgação de campanhas de vacinação durante todo o ano, levando as informações de forma clara e objetiva sobre a necessidade e os ricos da falta de imunização das crianças a fim de combater a corrente de notícias falsas e mostrar às famílias que ainda sim a vacinação é extremamente necessária para a saúde de seus filhos e, então, o futuro do país esteja protegido de males que hoje não os matam em corredores de hospitais ou são carregados pelo resto de suas vidas.