Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 26/10/2018

Promulgada pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o acesso à direitos básicos, como saúde. Conquanto, no Brasil contemporâneo, o descaso do Poder Público e movimentos anti-vacinação impedem que esse direito seja assegurado, visto que segundo o Ministério da Saúde, em 2017, o público-alvo da campanha de vacinação não atingiu a meta. Nessa perspectiva, a problemática deve ser resolvida para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeiro estudo, enfatiza-se o período da República Velha, quando o sanitarista Oswaldo Cruz iniciou no Rio de Janeiro, na época capital do país, uma campanha contra a varíola. Naquele período, a educação não era acessível e maior parte da população era analfabeta. Nesse contexto, houve protestos, pois os indivíduos não entendiam como funcionava o princípio, como também, consideravam agulhas algo desrespeitoso para com as mulheres. Apesar de toda essa animosidade, a campanha foi exitosa e a varíola não é mais uma ameaça. Contudo, no cenário hodierno, outras doenças que também haviam sido erradicadas põe em risco a saúde pública, como sarampo e rubéola. Tal fato acontece em razão do despreparo governamental, que permite a falta de vacinas essenciais em postos de saúde, o que é inadmissível, principalmente em regiões mais carentes, como Norte e Nordeste.

Outrossim, fatores sociais e educacionais também impulsionam a mazela. Indubitavelmente, a tecnologia é um advento poderoso da pós-modernidade, os indivíduos consideram smartphones e redes sociais partes inerentes a sua vida. É nessa conjectura que notícias falsas se espalharam na internet, por meio de mensageiros, demonstrando pesquisas falaciosas acerca da vacinação. Em suma, afirmavam que crianças poderiam desenvolver autismo ao entrar em contato com o princípio inativado de doenças ou sofrer atrofia cerebral. Essas informações são falsas e perigosas para a saúde pública, uma vez que desde 2016 as taxas de vacinação caíram drasticamente. De fato, a falta de qualidade na educação pública é responsável pelo transtorno, pois não há criticidade diante de tais notícias falsas.

Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Destarte, o Ministério da Saúde deve pressionar o Ministério Público para haja um maior investimento na produção de vacinas essenciais, como a tríplice viral, para que sempre estejam disponível nos postos de saúde, deverão ser priorizadas as regiões mais carentes. Desse modo, será mais fácil evitar uma nova epidemia de doenças já erradicadas. Ademais, o MEC deverá lançar mediante o apoio da grande mídia, campanhas educativas que auxiliem no reconhecimento de notícias falsas, por meio de propagandas em horários de máxima audiência com o fito de estimular o senso crítico da população. Tais campanhas deverão ser estendidas para o ambiente escolas, por meio de palestras e vídeos educativos com profissionais especializados.