Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/10/2018

Em 1904,a obrigatoriedade da vacinação contra varíola e desconhecimento da população sobre essa ferramenta preventiva resultou em um grande alvoroço reconhecido como Revolta da Vacina. Da história para a contemporaneidade,apesar do reconhecimento,por grande parte da população,dos benefícios de uma imunização coletiva o desinteresse e a acomodação social comprometem a erradicação de inúmeras doenças já sanadas,como a Poliomelite.Nesse sentido, a omissão do Estado aliado à força midiática boicotam a estabilidade na saúde.Urge-se revolução.

Nesse panorama,mitos compartilhados nas redes sociais alienam cidadãos leigos e interrompem o quadro de vacinação completo. Desse modo,as ‘‘fake news’’ tonificam o receio da aplicação de ‘’líquido desconhecido’’ e fomentam o negligente movimento antivacina o qual especula teorias contra a ciência e cria resistência à prevenção, tornando-se um risco para a saúde comunitária, deixando o corpo vulnerável à enfermidades que poderiam ser evitadas. Ora, a pesquisa do Ministério da Saúde explicita o alheamento populacional,com 53% de crianças e adolescentes com o calendário de vacinação incompleto,evidenciando que o embrutecimento da massa só corrobora para novos casos.

A partir desse raciocínio, ressalta-se a vergonha nacional com a retomada de doenças já erradicadas.Nesse cenário, a morosidade de medidas profiláticas advindas do Estado fez com que os surtos de Sarampo e Febre Amarela voltassem a comprometer a saúde cívica. Ademais, com a ausência de campanhas conscientizadoras e a distribuição desigual para as demandas de cada município, casos anacrônicos com a morte dos tripulantes italianos do navio ‘‘O Lombardia’’ causada pela picada do mosquito infectado,Aedes aegypti,em 1895,volta,no século XXI, a assombrar a comunidade internacional .De fato,em um país que 96% das vacinas distribuídas no SUS são produzidas no próprio território e ainda há falta dessas em inúmeros postos,é necessário a desconfiança ao desembarcar em suas terras,pois é evidente que a saúde não é prioridade da nação.

Estimular,portanto,a procura voluntária da imunização é salutar para o progresso na saúde dos brasileiros.Sendo assim,o Ministério da Saúde deve divulgar nos telejornais e redes sociais a importância da prevenção com a finalidade de abafar falsas informações contra esse advento,assim,precisa ampliar as campanhas de vacinação nos bairros com a presença de profissionais que explicitem os benefícios de um calendário completo,e os possíveis efeitos colaterais, para que não haja nenhum mito e a sociedade seja estimulada a contribuir com a saúde comunitária.Além disso,o ECA deve intervir nos polêmicos movimentos contra vacina,com multa e prisão aos pais que não protegerem seus filhos para que os índices de preenchimento sejam regulados.