Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/10/2018

A Constituição Federal Brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos um sistema de saúde de qualidade e o bem-estar social. Conquanto a questão da desinformação de setores da população, bem como a precarização dos serviços públicos de saúde no Brasil, impossibilita que parcela da população desfrute desse direito constitucional na prática. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências e possível solução de tal postura negligente para a sociedade brasileira.

Indubitavelmente, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Ocupando a nona posição na economia mundial (segundo o Fundo Monetário Internacional), o Brasil também deveria ser destaque na educação. Contudo, a realidade avança em sentido oposto, refletida na falta de informação dos pais que pode interferir na escolha de levarem seus filhos para vacinar. De acordo com o portal da BBC, a cobertura de vacinação de doenças antigas e fatais no Brasil vem caindo desde 2013. Diante do exposto, é inadmissível que essa situação se perpetue sem que haja o engajamento da sociedade orientada por ações efetivas dos governantes.

Faz-se mister, ainda, salientar que a falta de estrutura nos postos de saúde e hospitais compromete a eficácia da imunização em escala nacional, sendo um dos grandes impulsionadores da diminuição do índice de vacinação no Brasil. De acordo com Aristóteles, importante filósofo grego, a felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade. Nesse contexto, a inércia do poder público motivada pela má gestão e corrupção dificultam o acesso da população à vacinação.

A fim de minorar esse impasse, o Ministério da Saúde deve fomentar parcerias junto às prefeituras e a sociedade para promoção da melhoria do sistema público de saúde, por meio de investimentos direcionados às unidades básicas e às campanhas de vacinação, com o objetivo de ampliar a cobertura nacional de imunização, garantindo, assim, que todas as comunidades sejam contempladas.