Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/10/2018

Vacinas Já!

Em 1904, a revolta da vacina foi um dos primeiros exemplos de como a vacinação, obrigatória e sem informação, traz insurreição popular, mesmo visando o bem. Desde lá, percebe-se que a imunização levanta prós e contra entre a população. Entretanto, o que mais preocupa é que a falta de conhecimento acerca do assunto vinculado a não disponibilização gratuita das vacinas têm se tornado os principais obstáculos para garantir a vacinação dos brasileiros.

Inicialmente, verifica-se que a ausência de um sistema de ensino de qualidade possibilita que discursos falaciosos peguem a população desprevenida, fazendo com que qualquer discurso subversivo à vacinação seja adotado. Contudo, o filósofo grego Sócrates ao afirmar: “Eu não posso ensinar nada a ninguém, eu só posso fazê-lo pensar”, nos mostra como o papel da escola de ensinar o indivíduo a pensar tem sido ineficiente. Isso ocorre por conta de que nem sempre a escola consegue cumprir para com a grade curricular proposta, acarretando na supressão de temas importantes como esse.

Concomitantemente a isso, nota-se que diversas vacinas importantes, como por exemplo: contra dengue, meningite, febre Tifoide, hepatite A, entre outras, são comercializadas ao invés de serem oferecidas gratuitamente – isto porque, segundo o Governo Federal, tais imunizações geram um gasto muito maior. Logo, o desacerto em um planejamento orçamentário correto aliado à carência de políticas públicas de saúde eficazes acarretam numa nação “desvacinada”. Essa negligência e omissão do governo fere um dos princípios de um dos principais documentos internacionais que o Brasil é signatário: a Declaração Universal dos Direitos Humanos que garante, no seu artigo XXV, “padrão de vida capaz de assegurar a si e sua família saúde e bem estar […], cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis”.

Dessa forma, percebemos que a vacinação dos brasileiros é agravada por obstáculos sérios que precisam ser resolvidos urgentemente. Convém que o Ministério da Saúde elabore, então, um plano de vacinação completo a ser oferecido a população, por meio da reformulação do planejamento orçamentário destinado à saúde, visando a imunização correta e integral. Com isso, será possível que toda nação brasileira, não só aqueles capazes de arcar com gastos extras na saúde, seja plenamente vacinada e protegida contra as moléstias que afligem a sociedade desde antes a época de Oswaldo Cruz.